Tudo o que vem à rede é peixe

27
Jul 08

Distinguido escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro

 

Lisboa, 26 Jul (Lusa) - O escritor brasiliro João Ubaldo Ribeiro foi hoje distinguido com o Prémio Camões 2008, o mais importante galardão atribuído a autores de língua portuguesa.

É o oitavo escritor brasileiro a ser distinguido com este prémio, que na sua edição anterior foi para o português António Lobo Antunes.

Instituído pelos governos português e brasileiro em 1988, o Prémio distingue, anualmente, um autor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.

Este ano, o vencedor foi escolhido por um júri de que fazem parte Maria de Fátima Marinho, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Maria Lúcia Lepecki, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Marco Lucchesi, escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ruy Espinheira Filho, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Meio, poeta e jornalista angolano, e Corsino Fortes, diplomata e presidente da Associação de Escritores Cabo-verdianos.

Miguel Torga inaugurou em 1989 - o primeiro ano da atribuição do prémio - a lista dos vencedores.

Desde então, foram distinguidos nove autores portugueses, oito brasileiros, um moçambicano e dois angolanos. Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau não viram ainda qualquer dos seus escritores premiado.

ARP/NVI/RMM.

Lusa/Fim

 

 Sociedade de Autores pede a júri que justifique limitação a brasileiros

TSF - O vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) aplaudiu, este sábado, a atribuição do Prémio Camões a João Ubaldo Ribeiro, mas estranhou a decisão do júri de nesta edição apenas avaliar escritores brasileiros.
 

De Ubaldo Ribeiro, José Jorge Letria distinguiu a capacidade de «combinar a inovação no processo narrativo com um olhar muito interventivo e atento da realidade contemporânea».

Para o vice-presidente da Direcção da SPA, o escritor brasileiro «representa a verdadeira ponte cultural entre duas realidades transatlânticas», sublinhando que a atribuição do Prémio foi «justa» e que Ubaldo Ribeiro «há muito a merecia».

Letria considerou ainda que a distinção veio «num bom momento», uma vez que Portugal assumiu sexta-feira a presidência da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Quanto à decisão do júri de só analisar no concurso deste ano escritores brasileiros, apelou a que sejam apresentadas as razões para este «regime de excepção».

«Se não forem apresentadas razões parece-me injustificável. Em abstracto não me parece haver justificação. Espero que o júri apresente razões. Não me parece aceitável esse regime de excepção», comentou em declarações à agência Lusa.
 

 

Vídeo: O escritor, e vencedor do Prémio camões, falou aos jornalistas no final da cerimónia de entrega do galardão, para lembrar os escritores brasileiros esquecidos

 

 

 

publicado por RiViPi às 00:48

24
Jul 08

Conselho de Ministros prepara hoje cimeira de sexta-feira

Lisboa, 24 Jul (Lusa) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito Estados que integram a CPLP reúnem-se hoje em Lisboa para preparar a cimeira de sexta-feira, que tem como tema a afirmação da Língua Portuguesa na cena internacional.

A mudança do secretário-executivo, que passa das mãos do cabo-verdiano Luís Fonseca para as do guineense Domingos Simões Pereira, a recondução de Amélia Mingas à frente do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) e a integração do Senegal como observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) são outros dos temas em debate.

Por outro lado, Portugal, através do chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, passa também a assegurar a presidência rotativa da CPLP, sucedendo a João Bernardo "Nino" Vieira, da Guiné-Bissau, enquanto o chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, sucede à sua homóloga guineense, Maria da Conceição Nobre Cabral, à frente do Conselho de Ministros.

Em relação à presidência portuguesa, Luís Amado, numa entrevista à Agência Lusa, indicou que vai incidir no objectivo "essencial" da organização, a promoção do Português, algo que, disse, "foi descurado" nos 12 anos de vida da comunidade.

"O que Portugal pretende é dar um novo impulso e uma maior dinâmica para atingir os objectivos importantes que estão traçados para os próximos dois anos", sublinhou Amado, lembrando que, para tal, foi criado um Fundo para a Promoção e Valorização da Língua Portuguesa, com um montante de 30 milhões de euros e aberto a contribuições de outros países.

Na agenda de trabalhos da reunião do Conselho de Ministros constam a apresentação de inúmeros relatórios, e o debate sobre o programa e as prioridades da presidência portuguesa para o biénio 2008/10.

Os chefes da diplomacia deverão aprovar também 14 resoluções, com destaque para a atribuição do estatuto de observador associado ao Senegal, à semelhança da Guiné Equatorial e das ilhas Maurícias (entraram na cimeira de Bissau, em 2006), o empenhamento da CPLP no combate à SIDA, o reforço da participação da sociedade civil e a circulação de bens culturais no espaço lusófono.

Após um almoço de trabalho restrito aos chefes da diplomacia, será debatido e aprovado o texto da Declaração de Lisboa e assinado o acordo de cooperação consular entre os Estados membros e aprovadas as recomendações a submeter à cimeira.

Na cimeira, estarão presentes seis chefes de Estado - Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Pedro Pires (Cabo Verde), João Bernardo "Nino" Vieira (Guiné-Bissau), Aníbal Cavaco Silva (Portugal), Fradique de Menezes (São Tomé e Príncipe) e José Ramos-Horta (Timor-Leste) - e os primeiros-ministros de Angola (Fernando Dias dos Santos Piedade "Nandó") e de Moçambique (Luísa Diogo).

JSD.

Lusa/Fim

 

Cimeira termina com "convicção de que a Comunidade está mais forte"

"Temos de nos preparar para o depois do petróleo" aconselhou Pedro Pires, Presidente da República de Cabo Verde, no final da VII Cimeira da CPLP, que está mais forte e com a possibilidade de novos membros integrantes.

Na reunião que culminou com a homenagem ao secretário-executivo cessante, Luís Fonseca, muitas foram as decisões tomadas pelos governantes presentes.

Para o Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, a cimeira termina com a convicção de que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) "está mais forte" e este encontro constitui "um marco na afirmação do português como língua internacional".

"Portugal vai assumir com todo o empenho a presidência, investindo o melhor dos seus recursos na língua portuguesa, prioridade máxima deste mandato", acrescentou José Sócrates, primeiro-ministro português.

José Sócrates lembrou ainda que a língua portuguesa deve ser um instrumento importante e a "cidadania CPLP deve ser prioridade política".

Por outro lado importa acentuar e melhorar a consertação diplomática, "que já rendeu muito bons resultados anteriormente, tais como a Cimeira União Europeia/ Brasil" recordou aquele governante.

O reforço da cooperação no âmbito da cultura, educação, energia e segurança alimentar são também pontos a cumprir durante a presidência portuguesa.

 

Acordo Ortográfico

 

Portugal, que já ratificaou o Acordo Ortográfico, não sabe ainda quando implementá-lo sendo que o Brasil aponta 2011 como data possível. Em conferência de imprensa, José Sócrates revelou que esse é um assunto a ser discutido e a data "será decidida entre os ministros responsáveis pela língua".

"A agenda da CPLP sempre contemplou a língua portuguesa", afirmou Sócrates quando questionado do porquê do empenho demonstrado agora nesta temática, acrescentando: "Chegou o momento para transformar esse esforço numa prioridade, porque estamos todos com maior consciência de que a língua portuguesa deve ser elo de ligação entre os países que a falam".

 Angola também se pronunciou prometendo que o Acordo fará parte das prioridades da agenda parlamentar após as eleleições legislativas em Setembro. Fernando Dias dos Santos, primeiro-ministro angolano, garantiu também que Angola está disponível para assumir a presidência da CPLP em 2010.

Ainda no que respeita à promoção da língua, o Brasil comprometeu-se com a criação de uma Universidade Afro-luso-brasileira no Ceará.

 

Energias e novos membros CPLP

 

Outra proposta colocada nesta cimeira foi um encontro anual com os  ministros responsáveis pela economia dos países integrantes da CPLP, na medida em que a ideia "fundamental" nas relações comerciais é o "intercâmbio de práticas", porque: "Mesmo os países que têm petróleo não querem depender dele", justificou José Sócrates.

À margem da cimeira, CPLP e FAO assinaram um acordo no seguimento do empenho por parte da FAO em apoiar a CPLP, o que revela a prioridade dada às questões de segurança alimentar.

A CPLP tem já um destaque relevante na cena internacional, por isso "notámos o aumento do interesse de países em serem observadores", afirmou o presidente português, Cavaco Silva.

A Guiné Equatorial, actual observador da CPLP propôs-se hoje a estado-membro, assumindo a responsabilidade de adoptar ó português como língua oficial. Da parte de Cabo Verde, o Presidente da República, Pedro Pires, não vê "qualquer problema na adesão daquele país como membro pleno da CPLP, já que o mesmo foi colonizado por Portugal".

Ilhas Maurícias e Senegal são também observadores e Marrocos já se candidatou, proposta que está em análise.

 

 

 

 

 

Língua Portuguesa e "energia" na "Cimeira da Língua" (SÍNTESE)

 

*** Por José Sousa Dias, da Agência Lusa ***

Lisboa, 25 Jul (Lusa) - A afirmação da Língua Portuguesa na cena internacional é a meta "ambiciosa" definida pelo governo de Portugal para dar maior visibilidade e prestígio à CPLP, cuja Cimeira de Lisboa "rendeu" o apoio dos "oito" Estados-membros.

Maior contribuinte líquido da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Portugal, a par do Brasil, quer liderar um processo que, desde a fundação da organização, em 1996, tem sido, afinal, descurado, tal como assumiu o novo presidente do Conselho de Ministros, Luís Amado, chefe da diplomacia portuguesa.

Educação, Cultura e Energia serão os vectores "prioritários", disse de manhã o primeiro-ministro português, havendo espaço, "muito espaço", referiu, à tarde, José Sócrates, para negociar a questão petrolífera.

Três dos Estados membros da comunidade lusófona são países exportadores de petróleo (Angola, Brasil e Timor-Leste) e dois outros são potenciais exportadores (Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe), associados a um sexto país, Guiné Equatorial, que tem o estatuto de observador associado junto da CPLP e é o quarto maior exportador de crude do continente africano.

Para Portugal, a questão da Energia, embora apresentada quase em rodapé ao longo da cimeira, centra-se, porém, numa perspectiva mais vasta, uma vez que se insere no âmbito da diversificação das relações comerciais portuguesas, que já levaram Sócrates à China, Argélia, Rússia, Venezuela e Líbia, além dos "irmãos" Angola e Brasil.

O "interesse da CPLP" na Guiné Equatorial, contudo, esbarrou nas divergências entre alguns Estados membros da comunidade lusófona, que argumentam com a inexistência naquele país do Golfo da Guiné do Português como língua oficial, oficialmente, e com as violações aos Direitos Humanos, nos bastidores.

No entanto, Luís Amado acabou por ser taxativo, ao "conceder" que Portugal, durante a sua presidência, irá analisar o processo de adesão como membro de pleno direito do país liderado desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema, que queria o assunto já resolvido na Cimeira de Lisboa.

A atribuição do estatuto de observador associado ao Senegal, que se junta à Guiné Equatorial e às ilhas Maurícias, acabou por ser um processo "natural", tal como disse à Agência Lusa fonte comunitária, que não escondeu os "entraves" postos por Angola à integração de Marrocos na lista de "colaboradores" da organização.

O acordo ortográfico e o programa de valoração da Língua Portuguesa marcaram o encontro de Lisboa, considerado por Sócrates como a "Cimeira da Língua", pois permitiu definir as orientações a seguir para além dos próximos dois anos.

Mas o paradoxo é o aumento de apenas 34 mil euros no orçamento para este ano e para o próximo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), o "motor" da aplicação do plano de valorização do Português no mundo.

Os orçamentos para 2006 e 2007, aprovados na Cimeira de Bissau, ascenderam a 148.500 euros, considerado "insuficiente" pela reconduzida presidente, a linguista angolana Amélia Mingas, que tem reclamado mais meios financeiros e humanos para levar a cabo a sua missão.

Para o próximo biénio, Amélia Mingas contará com 183.230 euros, apesar de estar subjacente os 30 milhões de euros destinados pelo governo português ao Fundo da Língua Portuguesa.

O acordo de cooperação consular, mas que ainda não entra em vigor porque falta a assinatura de alguns países, é aquilo que mais se aproxima da vontade dos "oito" Estados-membros em abolir os vistos de entrada nos diferentes países, permitindo alguma flexibilização, em áreas como a educação, por exemplo, na atribuição das autorizações de entrada.

Notada foi, a partir do meio da tarde, a ausência do

Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que abandonou os trabalhos da cimeira em direcção à residência do Embaixador, onde teve lugar uma conferência de imprensa exclusiva a jornalistas brasileiros.

Na ocasião, Lula evocou o projecto brasileiro de criação de uma Universidade Luso-Afro-Brasileira, para cerca de 5.000 estudantes no Estado do Ceará, como contribuição para a Lusofonia do "mais importante" dos "oito", em termos económicos e demográficos.

Lusa/Fim

 

Concertação político-diplomática é prioridade da Lusofonia

 

Lisboa, 25 Jul (Lusa) - A concertação político-diplomática na CPLP constitui uma prioridade para a organização lusófona, que aprovou hoje, em Lisboa, uma resolução sobre o Endosso de Candidaturas de Estados Membros a Órgãos das Organizações Internacionais.

No quadro da VII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os chefes de Estado e de Governo da organização decidiram continuar a apoiar "activamente" as campanhas de candidaturas internacionais, designadamente na sua promoção nas respectivas regiões ou junto de países com quem tenham uma especial afinidade.

Os "oito", disse à Lusa fonte comunitária, vão apoiar a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança no biénio 2011/12 e do Brasil ao Conselho Permanente da ONU no biénio anterior, 2010/11.

Apoiada pela CPLP será também a candidatura de António Augusto Cansado (Brasil) ao Tribunal Internacional de Justiça, para o mandato 2009-2018, a eleger na 63ª Sessão da Assembleia-Geral.

O mesmo sucederá às recandidaturas do Brasil e Portugal ao Comité para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), criado em Julho de 2008, com as reconduções de Sílvia Pimentel e de Maria Regina Tavares da Silva, respectivamente.

Salientando que tudo acontecerá "sem prejuízo das obrigações internacionais dos Estados membros", os "oito" decidiram também reforçar a coordenação, para que os países de Língua Portuguesa mantenham uma presença "assídua" nos principais órgãos do sistema das Nações Unidas.

Nesse sentido, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste vão apoiar várias candidaturas de personalidades ou de Estados.

Os "oito" congratularam-se também com o sucesso da concertação político-diplomática que a CPLP tem registado, lembrando, entre outros exemplos, as escolhas recentes do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ban Ki-moon escolheu os ex-Presidentes português Jorge Sampaio, como o primeiro Alto Representante para a Aliança das Civilizações, e moçambicano Joaquim Chissano, como enviado especial da ONU para o Norte do Uganda.

Lembraram ainda a eleição para o cargo de Juiz do Tribunal Internacional do Direito do Mar, em Junho de 2008, de Vicente Marotta Rangel (Brasil), e de José Luís de Jesus (Cabo Verde).

JSD.

Lusa/Fim

 

Orçamento do Secretariado Executivo aumenta 30 por cento para 1,2 ME

 

Lisboa, 25 Jul (Lusa) - O Secretariado Executivo da CPLP vai contar com um orçamento no valor de 1,213 milhões de euros, segundo o documento aprovado hoje em Lisboa na VII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo.

Quatro dos oito Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) contribuíram, voluntariamente, com financiamentos extra para a direcção da CPLP, com Portugal e Brasil a assumirem, juntos, 819 mil euros (409 mil euros cada um).

Além da contribuição obrigatória de 31.200 euros de cada um dos oito Estados-membros, Angola acrescentou a esse montante 107,3 mil euros, enquanto Moçambique lhe juntou mais 37,6 mil euros.

No total, o orçamento à disposição do novo secretário executivo da CPLP, o guineense Domingos Simões Pereira, é de 1.213.855 euros, mais 30 por cento do que o estipulado na Cimeira de Bissau, em 2006.

Em relação ao orçamento do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), a instituição que viu reconduzida a linguista angolana Amélia Mingas como presidente, contará com 183.230 euros, mais 34.730 euros do que em 2006 (23,3 por cento).

Portugal e Brasil voltam a ser os maiores contribuintes, com 54,9 mil euros, seguidos por Angola, com 27,5 mil euros, Cabo Verde e Moçambique, ambos com 14,6 mil euros, e Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, cada um com 5,5 mil euros.

Numa outra resolução, sobre o relatório da auditoria conjunta às demonstrações financeiras da CPLP, os "oito" felicitaram a organização das "instituições supremas" da comunidade e congratulara-se com os resultados obtidos, "que reflectem um esforço meritório no sentido de uma boa administração dos recursos".

JSD.

Lusa/Fim

 

Recomendada reavaliação do Conselho Empresarial

 

Lisboa, 25 Jul (Lusa) - A CPLP decidiu hoje recomendar uma reavaliação da representatividade e funcionamento do seu Conselho Empresarial, tendo em conta os objectivos para que foi criado.

Numa resolução aprovada na VII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que hoje decorreu em Lisboa, é igualmente sugerido que a reavaliação deverá ser acompanhada pelo Comité de Concertação Permanente (CCP).

Os "oito" solicitaram ao próprio CCP que, em concertação com o Conselho Empresarial, apresente um relatório ao próximo Conselho de Ministros, a realizar em Cabo Verde em 2009, com recomendações sobre uma eventual reestruturação, em termos de organização e actuação, e relançamento do Conselho Empresarial.

O Conselho Empresarial da CPLP foi criado no I Fórum Empresarial da comunidade, realizado em Lisboa em Junho de 2002, com o objectivo de desenvolver uma dimensão económica e de cooperação empresarial no espaço da CPLP.

As recomendações surgiram na sequência da constatação das dificuldades de funcionamento do Conselho Empresarial, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento dos seus objectivos de desenvolver "uma dimensão económica e de cooperação empresarial no espaço da CPLP".

JSD.

Lusa/Fim

 

publicado por RiViPi às 08:33

10
Mar 08


Tudo sobre as eleições

Espanhóis residentes em Portugal felizes

  Correio da Manhã
Zapatero conquista mais 4 anos


O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, venceu as Legislativas de ontem após um escrutínio ...
LUSA 
Espanha/Eleições: José Sócres mantém ´melhor amigo na Europa´, dizem empresários e jornalistas
 
Lisboa, 10 Mar (Lusa) - O resultado eleitoral de domingo em Espanha mostra que o primeiro-ministro português vai continuar a ter o seu "melhor amigo na Europa" como chefe do executivo espanhol, realçaram hoje à Lusa empresários e jornalistas.

Público
O PSOE de José Luís Zapatero venceu as eleições legislativas em Espanha, mas ficou aquém da maioria absoluta que chegou a ser equacionada pelas projecções. Ainda assim, o Partido Popular conseguiu reforçar a sua representação no Parlamento.


publicado por RiViPi às 09:44
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08
Mar 08
Ministro admite baixar impostos

O ministro das Finanças admitiu ontem que o Governo está a ponderar uma redução dos impostos, com vista a incentivar as despesas dos consumidores e, por esta via, fomentar o crescimento da economia portuguesa.

O ministro das Finanças admitiu ontem que o Governo está a ponderar uma redução dos impostos, com vista a incentivar as despesas dos consumidores e, por esta via, fomentar o crescimento da economia portuguesa.Como o Executivo antecipou num ano a redução do défice orçamental abaixo de três por cento, Teixeira dos Santos afirmou que “estamos a avaliar a situação para determinar quando poderemos baixar impostos”. O PSD já disse que vai pedir um debate em plenário de urgência para aquele governante explicar “a fiabilidade das contas públicas e os critérios para a redução dos impostos”, nas palavras de Patinha Antão, vice--presidente do PSD.

Ao que o CM apurou, o Governo de José Sócrates tem estado a fazer cálculos para apurar o momento em que poderá avançar com uma descida dos impostos. No essencial, o Executivo aguarda que o Instituto Nacional de Estatística (INE) revele o valor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 e do défice orçamental, para, tendo em conta o comportamento da economia e das despesas do Estado, avaliar qual o momento oportuno para descer os impostos. Por isso, “todos os cenários estão a ser estudados”, garante fonte conhecedora do processo. Em causa estará no horizonte a redução do IVA, que o Executivo aumentou de 19 para 21 por cento em 2005.

Certo é que o ministro das Finanças reafirmou, em entrevista ao ‘The Wall Street Journal’, que “qualquer político estaria disposto a reduzir os impostos”. E, rematou, “estamos a avaliar a situação para determinar quando poderemos baixar os impostos”.

Teixeira dos Santos reconheceu que “a nossa política fiscal restritiva, com o objectivo de reduzir o défice, teve um impacto negativo na economia”. Com esta declaração, o PSD considera que “o ministro corrobora por inteiro tudo o que o PSD disse em 2005 sobre o impacto do aumento da carga fiscal na economia”, afirma o responsável pela área orçamental e de finanças do PSD.

Por isso, o PSD vai pedir a presença de Teixeira dos Santos no Parlamento para explicar a situação orçamental do País. Francisco Louçã, do BE, diz também que, “se o Governo está a avaliar, tem a obrigação de explicitar que contas está a fazer e que cenários está a ponderar”. O CM tentou contactar CDS-PP e PCP mas tal não foi possível.

SAIBA MAIS

- 21% É a taxa de IVA fixada pelo Governo de José Sócrates em 2005, um aumento face aos 19% então praticados. Subida do IVA resultou do facto de haver um défice orçamental de 6,1%.

- 5,7% Foi o aumento dos gastos dos consumidores entre 2005 e 2007, contra 10% nos dois anos anteriores.

DEBATE

No debate sobre o Orçamento do Estado para 2008, Teixeira dos Santos disse que o Governo não poderá “entrar em veleidades” e descer os impostos enquanto o défice orçamental não estiver num “valor próximo do equilíbrio”. E frisou que “o compromisso com Bruxelas é que o défice se situe em 0,4% em 2010”.

António Sérgio Azenha in www.correiodamanha.pt

» Comentários


Sabado, 8 Março


- Zangado

Essa coisa de ser do PS, PSD, PCP, ou o raio que os parta, não é que nem clube de Futebol que eu posso ser sem pagar nada. Para os políticos pagamos e muito. Podem reduzir pela metade que ainda vai sobrar muitos. Fala-se em alimentos caros, mas caro é o governo e essa politicada e seus amigos. Aquele que produz é que se dana. Gastem menos e não vai faltar dinheiro para os alimentos.

- Comentador

Concordo plenamente.Subindo o poder de compra(de todos)dos portugueses,sobe tambem a economia,acho bem!Acho tambem que para o rico,nao deve ser nada agradavel,levar com os"miseraveis"pobres,no supermercado,nas filas,nas bombas de gazolina,etc.etc,ate em casa podem ter um mendigo a tocar a campainha a pedir esmola,portanto,dinheiro no bolso de todos(e nao so de alguns)faz mover a economia,forca!

- carlos almeida
A mascara está começando a cair.Só cai no logro quem quer.

- J. Sobral

Li com muita atenção a entrevista que o ministro Teixeira dos Santos deu ao "WSJ", e penso que já começa a haver um aproveitamento político, pelo PSD. Aquilo que este governo tem vindo a fazer, era o necessário, mas outros não tinham coragem de o fazer. Já fez coisas boas, mas também coisas más, mas se estivessem com grande vontade de renovar o mandato, não faziam as medidas impopulares que fazem.

- Cidadão Contribuinte e Honesto

Já deu para entender que o Sô Pinto e os do Governo andam desnorteados e até às eleições VAI VALER TUDO MESMO TUDO. Onde anda o "corajoso" Sô Pinto que "não governava para ciclos eleitorais" (dizia ele?)? Meteu a viola no saco e eclipsou-se pelo sim pelo não!!

- Ana Gonçalves


Os Socialistas sempre que foram governo, deixaram este pais de tanga, e uma vez mais não fogem à excepção! A preocupação deles é preencher os quadros superiores com amigos, para terem o aparelho na mão, e que se lixe o povo!

- Joaquim Monteiro


Uma vez mais uma promessa, que ninguém acredita, somente porque se aproximam as eleições, depois retiram tudo. O Zé Povinho já não é analfabeto, Sr. Ministro!

- Sara G.


Não temos escolha porquê?? só existem 2 partidos?(PS/PSD)Por causa dessa mentalidade é q não passamos da cepa torta desde o 25 de Abril.E cada vez estamos pior.Sinceramente, há algum partido q fizesse pior do q têm feito estes 2, especialmente o PS? o q é q se perde por experimentar? ...pior do q estamos seria impossível!

- Samyra Saúde


À derrapagem política provocada por "eu quero, posso e mando", uns chamam-lhe "coragem", outros a quem a "besta" muito mal tem feito, chamam-lhe nomes feios, sacrificando-os, ou melhor, crucificando-os, então como agora convém governar para as eleições toca a seduzir, distribuíndo rebuçados e alguns chocolates. Cuidado, está aí o canto da sereia para adormecerem o eleitorado. Lisboa

- José


Primeiro não podia haver baixa de impostos,agora a 1 ano de eleições já se começa a preparar o terreno,será que o Zé ainda não entendeu que logo a seguir ás eleições volta a levar com a ripa!

- Milena


Estamos em 2008, para o ano há eleições.

- L.R.


Eleições á porta,baixam os Impostos.K maravilha, mas mesmo assim não conseguem enganar novamente...Seixal

- P. Alexandre


Pois é pensa em baixar mas não baixa, e além disso depois de tantos anos sem aumentos reais do poder de compra e com carreiras congeladas, vem dizer que vem baixar os impostos. E que tal se os governos não cometessem tantos erros nas obras públicas sobravam milhões não. Portimão

- pl


Olha estão a preparar o cozinhado para as eleições. Povo português não vão na cantiga deste governo e do PS. Já provaram o quanto fazem mal a todos nós...

- silva


pronto, depois de por o pais de rastos la vai o desgoverno enganar o povo outra vez , o portugues alem de burro ainda acredita no pai natal , entregem este pais a espanha , o que precisamos e de uma revoluçao para por esta escoria de ministros na rua .

- Artilio Cabaça


Com eleições à porta,este (des)governo vai tentar,mais uma vez, enganar os portugueses.Para isso,nada melhor do que baixar impostos.É o que vai acontecer em 2009.Acaba a caça ás bruxas,começa a caça ao voto.Esperemos que os portugueses não de deixem enganar,desta vez.

- Crispim Nabiça


Este governo teve tudo o que precisava para desenvolver o país: Teve aquilo que todos os governos pós-revolução queriam mas nunca tiveram; um GOVERNO; um PRESIDENTE; uma MAIORIA. E o que fizeram!- Colocaram o país na desgraça. Agora que as eleições se apróximam vêm com expertezas saloias. Vão levar a mais humilhante derrota da história do PS por culpa deles próprios. Fora com os incompetentes.

- Rui Rlvas


Não é de admirar. As eleições aproximam-se, como tal já se previa que o Governo baixasse os impostos. Por outro lado, com a carga fiscal no nosso País, é normal que haja alguma contenção das pessoas no que respeita a despesas. São as taxas na saúde, são os impostos sibre os ptodutos petrolíferos e é o IVA. Só na saúde, quanto é que o Governo deixou de subsidiar os Hospitais?

- PC


Será que sou o único que acha que o Sócrates é um excelente 1º ministro???Abram os olhos! Nunca o pais teve tanta movimentação!!! Milagres ninguém faz!

- João Serra


É sempre por cima. "No meio está a virtude", acabou.A derrama de IRC para os Concelhos, é sempre pelo máximo, mesmo que o IRC cobrado a empresas em regime simplificado de tributação seja o da colecta mínima. Mesmo com facturação zero, assegurada pelo contabilista, paga-se IRC (quem não pagar, apanha, a empresa e o T.O.C.) e sobre este incide a derrama máxima.É sempre por cima.


 

Fonte: www.correiodamanha.pt


publicado por RiViPi às 15:33
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