Tudo o que vem à rede é peixe

26
Fev 10


 


   

 

Ricardo Araújo PereiraOpinião
Terrorismo é uma coisa, estupidez é outra


 


Os serviços secretos de Espanha andam a brincar connosco. Há uns séculos, os espanhóis levaram uns bofetões de uma profissional da indústria da panificação, e não deve passar um dia em que não pensem na vingança. Na semana passada comunicaram-nos que a Al Qaeda ameaça praticar actos terroristas em Portugal. E nós, parvos, acreditámos. Até onde chega a credulidade dos portugueses... Primeiro acreditámos no Sócrates, e agora nos espanhóis. Há que aprender a lição.
Como é evidente, só um terrorista muito estúpido é que vem exercer a profissão para cá. Com a vigilância que existe, hoje em dia, nos aeroportos, os terroristas só podem entrar no País de carro. E vir andar de carro para as nossas estradas
é das decisões mais obtusas que uma pessoa pode tomar. É verdade que eles são suicidas, mas não exageremos. Vai uma grande diferença entre ser suicida e ser burro.
Por outro lado, os terroristas que tiverem a infeliz ideia de entrar no País terão de construir a bomba cá. Não se faz uma viagem Paquistão-Portugal com um engenho explosivo debaixo do braço. Há que ir a uma loja comprar peças. E é aqui que as chatices começam. «Esta peça, só mandando vir do estrangeiro, chefe. Daqui a duas semanas mete-se o Carnaval, por isso agora só em Março.»
Se o explosivo levar combustível, pior ainda. Eles que vejam o preço a que está a nossa gasolina, a ver se continua a apetecer-lhes rebentar coisas. É muito fácil apanhar terroristas em Portugal. São os tipos de turbante que estão nas bombas da Galp a chorar. Os que lá andam a chorar sem turbante somos nós.
E depois temos as contingências inerentes a uma actividade tão perigosa como é o fabrico de um engenho explosivo. O terrorista corre inúmeros riscos, o maior dos quais é ir parar a um hospital português. Basicamente, o sistema de saúde português oferece-lhe três hipóteses: pode morrer no caminho, pode morrer na sala de espera e pode morrer já dentro do hospital. É certo que o esperam 71 virgens no Paraíso, mas aposto que, para morrer num hospital português, o terrorista fica em lista de espera até as virgens serem septuagenárias, altura em que a virgindade perde muito do seu encanto.
Quando, finalmente, os terroristas conseguem reunir condições para construir a bomba, o prédio que tinham planeado mandar pelos ares já explodiu há dois meses, ou por mau funcionamento da canalização do gás, ou porque o esquentador de quatro ou cinco condóminos está instalado na casa de banho. Portugal pode ser um bom destino turístico, mas para fazer terrorismo não tem condições nenhumas.

 

Obrigado Paty

publicado por RiViPi às 16:06

05
Out 09
Hoje é feriado em Portugal. Celebra-se o 5 de Outubro. Dia da implantação da república que ocorreu em 1910. O rei foi assassinado e toda a sua máquina governativa foi deposta. Por isso, compreendo que esta data não tenha sido celebrada na época e que muitos dos actuais seguidores da monarquia não a celebrem também. Já passaram quase cem anos. Vivemos no que chamos a 2º República que surgiu após o fim da ditadura de Salazar que foi o resultado do fracasso da 1ª República. Longe do debate do ínicio do século, os defensores dos antagónicos sistemas governativos parecem levantar de novo o debate. A conjuntura económica, política e social actual pouco tem da do início do século mas ainda assim parece haver alguns ódios intestinais. O Bom Português apresenta em seguida dois artigos retirados do jornal i para que o leitor entre no debate.

Daniel Oliveira[i]: Quero um plebeu como eu
É possível haver democracia numa monarquía? Claro que é. A mais velha democracia do mundo tem uma rainha e até tem uma Câmara dos Lordes. Nada de novo: as democracias sempre conviveram com elementos antidemocráticos vindos do passado. O que é antidemocrático na causa monárquica é isto: contraria a ideia simples de que todos nascemos livres e iguais. Aceitar que uma família pode ser o símbolo de uma nação, por mais incapazes ou impopulares que sejam os seus elementos, é negar os fundamentos da democracia. Aceitar que eu e o meu caro leitor estamos impedidos, por não termos o sangue certo, de chegar à chefia de Estado do nosso país é, mesmo que pareça inofensivo, uma violência política.
É também a negação do mérito. E isso explica porque entre os monárquicos estão, maioritariamente, descendentes de famílias que foram aristocratas. A nostalgia que sentem é a de um tempo em que o seu valor era indiferente ao que faziam ou contruiam na vida. E não me venham falar de monarquias liberais ou constitucionais. O resultado lógico do fim do governo do rei seria, como foi em quase todo o lado, o fim da própria monarquia e dos seus símbolos anacrónicos. Em alguns países com problemas de coesão nacional (Reino Unido, Bélgica, Espanha), eles sobreviveram como instrumento de unidade contra os perigos do voto. Podemos compreender. Mas é apenas um mal menor dispensável em Portugal.
Quando fazemos do Presidente o símbolo da nação, fazemo-lo porque ele representa o povo materializado através do voto e da escolha do melhor entre os seus. Em democracia, que é a única forma de governo republicano legítima, o presidente representa a unidade depois da divisão, do debate e da escolha. Numa monarquia, o rei representa a continuidade de um privilégio, a ausência de debate e confronto, a unidade imposta e vinda do passado. Numa república, a nação é o seu povo na figura do presidente. Numa monarquia, o povo é a sua nação na figura do rei. Por isso, numa república, o cidadão comum é elegível para todos os cargos. Por isso, numa monarquia, o cidadão comum está condenado à condição de súbdito.
O que os rapazes do 31 da Armada, todos com nomes sonantes e cheios de história, exigiram quando treparam à varanda dos Paços do Concelho foi que lhes fossem devolvidos os privilégios do passado. Não serão. Que me lembre, nunca nenhuma república passou a monarquia na vigência de uma democracia. Porquê? Porque nós, os plebeus, somos a maioria. E a maioria de nós, de sangue apenas vermelho, prefere escolher entre os seus quem melhor a represente. Já passaram quanse cem anos. Já se podiam ter habituado à ideia.
 
Rodrigo Moita Deus[ii]: A luta continua, o rei para a rua!
Em Portugal não há republicanismo.Nem doutrina republicana.Nem sistema republicano. O que existe é uma longa tradição antimonárquica.
Sim. É verdade. Os monárquicos são uma minoria. Dez por cento dos portugueses. Se tanto.Os republicanos são outra minoria. Dez por cento dos portugueses. Se tanto.
Os outros 80% são “marimbistas”. Ou seja, estão a marimbar-se. O que não é bom. Nada bom mesmo.
Dez por cento são republicanos – e duvido que o sejam mesmo. Em Portugal não há republicanismo. Nem sistema republicano. Nem doutrina republicana. O que existe é uma longa tradição antimonárquica. A vantagem de um sistema republicano, dizem eles, é evitar as desvantagens de um sistema monárquico.
E por isso mesmo não se consegue discutir a questão do regime. Os argumentos não giram em torno da bondade das propostas. Os argumentos giram em torno dos palácios dos marqueses, das herdades dos duques e das fortunas dos condes. Discutimos a vida dos outros, os seus privilégios e a sua vida. A sua qualidade de vida.
Cento e sessenta anos depois da publicação do “Manifesto Comunista”, discutimos a questão monárquica como se fosse o derradeiro episódio da eterna luta de classes. Discutimos sempre a aristocracia. Luta de classes. À antiga marxista. O que não deixa de ser irónico.
Cem anos depois, os únicos que têm palácios, herdades e fortunas são os comendadores da república. E aqueles que mais brincam com os anéis de brasão herdam orgulhosamente medalhinhas republicanas.Mais recentemente até se instituiu o hábito de herdar círculos eleitorais.
À semelhança de todos os sistemas que acreditam na luta de classes, a república tem uma estranha forma de lidar com a redistribuição de riqueza. Tal como tem uma estranha forma de lidar com a democracia.Porque na luita de classes há sempre “ intelectuais” que devem “guiar” o proletariado e o campesinato analfabeto.Os mesmo “intelectuais” que proibiram constitucionalmente os portugueses de escolher entre monarquia e república. Eles sabem o que é melhor para nós. Para o povo. E em quase cem anos fica o regime a dever-nos 16 de caos, 41 de ditadura e três de PREC.
Assim vamos. Guiados pelos intelectuais do outro século. Pelos preconceitos do outro século. A discutir a questão do regime como se estivéssemos a falar da revolução industrial. Tenho más notícias: os tempos mudaram. E, um destes dias, temos mesmo de discutir a questão.
Bem sei. Temos assuntos mais urgentes para tratar. A crise, o défice, a gripe e os laterais do Benfica. Tudo é mais urgente.A forma de Estado é importante mas não é urgente. E o urgente nunca deixa tempo para o que é importante.Mas andamos de urgência em urgência há noventa e nove anos. E não consta que tenha resultado.  

[i] É colunista do semanário “Expresso” e do “Record”, comentador do Eixo do Mal, na SIC/Notícias, ex -jornalista e fundador do Bloco de Esquerda, partido de que foi dirigente.

[ii] Tem 31 anos e 3 filhos. Foi jornalista, passou pela Assembleia da República, pela Fundação Champalimaud – e hoje é consultor na LPM. É um dos editores fundadores do blogue 31 da Armada e esteve envuelto no episódio da bandeira na Câmara de Lisboa.

publicado por RiViPi às 16:04

19
Jun 09
Fonte: Agência Lusa - Editado por AD   
Thursday, 18 June 2009
ImageA sociedade angolana “convive com um vulcão” que poderá “explodir a qualquer momento” se não foram tomadas medidas sérias contra a pobreza e a exclusão social, alertou o escritor angolano e vencedor do Prêmio Camões, Artur Pestana “Pepetela”.

Segundo o escritor, o livro de Carvalho pode ajudar a sociedade angolana, particularmente “os que têm voz para ajudar” a tomar consciência que se convive com um vulcão.

“E se esse vulcão um dia explodir, não foi por falta de aviso”, afirmou Pepetela, acrescentando que o livro é de todo o interesse para o poder público, “a todos os níveis”.

“Pois que o papel dos sociólogos não é decididamente o de propor políticas, acaba sempre por sugerir temas de reflexão, que, de alguma forma, influenciam determinas escolhas”, frisou.

Sobre os deficientes físicos, grupo social mais marginalizado em Angola, de acordo com o autor do livro, acrescentando ser “um desperdício” a quantidade de pessoas que poderiam ser úteis à sociedade.

“No universo estudado pelo autor, mais de metade dos interrogados dizia ter uma profissão, no entanto, cerca de dois terços não conseguem arranjar emprego. Que desperdício!”, disse Pepetela.

Exclusão

De acordo com o escritor, o estudo de Paulo de Carvalho que denominou “os excluídos dos excluídos” mostra que se a grande maioria da população de Luanda sofre de exclusão social, de pobreza, de injustiças, “os deficientes físicos sofrem mais”.

O escritor e Prémio Camões em 1997, Pepetela, que também é sociólogo, não deixou de fazer referência à questão da pobreza, onde Carvalho analisou brevemente na obra a formação da nova burguesia, exemplificando os meios utilizados por essa classe para monopolizar os bens públicos.

“Não é objecto do trabalho, mas é evidente que não se pode falar seriamente em Angola de exclusão social sem se referir aos que beneficiam ilicitamente da exclusão dos outros”, afirmou Pepetela.

No final, Pepetela encoraja o autor a “continuar nessa senda”, contribuindo com o seu trabalho de recolhimento e análise para o aviso sobre a sociedade que está sendo criada e com indicações dos perigos que “fervilham neste caldeirão de Luanda”.

“Espero que continue nessa senda, com toda a coragem necessária. Sempre haverá alguns ouvidos atentos”, concluiu.

No livro, Paulo de Carvalho chama à atenção para a existência de mais de 150 mil deficientes em Angola, os mais expostos à exclusão social e considera que são urgentes programas de acompanhamento destas pessoas para que possam inserir-se na sociedade , o que muitas vezes não acontece por causas como os preconceitos ou a falta de auto-estima, situações debeláveis com acompanhamento eficaz.
publicado por RiViPi às 12:54

15
Jun 09

A velhinha chega à peixaria e pergunta: "Tem jaquinzinhos?" Mal a peixeira disse "Temos sim, minha senhora", ela fez o pedido: "Então corte-me aí duas postinhas do meio!" Pelo conteúdo genuinamente português, esta é a minha história preferida do vasto anedotário produzido no nosso país a propósito da crise. As anedotas que nos desaconselham de tomar café (esse dinheiro dá para comprar uma acção do BCP), ou a dar os 50 cêntimos ao arrumador (com essa moedinha compra uma acção da Sonae SGPS e ainda recebe troco) também têm graça. Mas, para mim, a melhor é mesmo a dos jaquinzinhos.

No dia-a-dia, somos macambúzios. Quando um espanhol encontra outro na rua e lhe pergunta "como estás?", recebe de volta um "de puta madre!", ou "fenomenal". Quando fazemos essa pergunta a um português, arriscamo-nos a que ele nos responda que o colesterol já está controlado, mas as tensões nem por isso e o açúcar não pára de subir. Somos uns tristes, mas a quantidade e qualidade das graçolas sobre a crise revelam que somos criativos (e a criatividade é uma competência apreciada) e dotados de uma estranha capacidade masoquista para fazer graça com a nossa desgraça.

A nossa criatividade exprime-se ainda através do desenrascanço, a enorme capacidade de improvisar, que é outra competência. O problema é que, apesar de termos competências invejadas, a riqueza criada por hora trabalhada em Portugal é das mais baixas de toda a UE. E a tendência não é para melhorar. Entre 2001 e 2006, a nossa produtividade cresceu 0,7%, bem abaixo dos 1,3% da média europeia.

Em conversa com a directora de Recursos Humanos da Microsoft Portugal, eleita pelo quarto ano consecutivo a melhor empresa para trabalhar, Teresa Nascimento surpreendeu-me com uma frase arrebatadora: "Temos vergonha de sermos portugueses. Isso de trabalharmos pior que os outros é tudo uma mentira e uma palermice. Não passa de lixo que nos põe na cabeça quando somos pequenos." Teresa documentou esta afirmação com a performance, claramente superior à média das multinacionais em que estão inseridas, de empresas como a sua e a Autoeuropa. A produtividade dos nossos emigrantes dá-lhe razão. O Luxemburgo, onde 20% da população activa é portuguesa, é o 4.º país mais produtivo do mundo, o que levou Jorge Vasconcelos Sá a fazer umas contas curiosas. Se os portugueses emigrados no Luxemburgo viessem cá fazer o nosso trabalho, podiam entrar de fim-de-semana às 17 horas de 3.ª-feira - pois já tinham produzido tanto como nós numa semana de cinco dias. Em alternativa, podiam parar de trabalhar a 15 de Maio.

Se temos competências elogiadas e somos capazes de altos níveis de produtividade, sou forçado a concluir que o defeito está nos chefes, não nos índios. Se calhar, os dinheiros da formação deveriam ser aplicados a ensinar os empresários a liderar. E se contratamos treinadores de futebol e maestros estrangeiros, porque não importamos políticos e empresários que saibam tirar partido das nossas capacidades para fazer o País andar para a frente?

Fonte: Jorge Fiel (jornalista), 15 de Fevereiro de 2009 in Diário de Notícias

publicado por RiViPi às 00:05

04
Jun 09

Domingo, finais de Maio. Durante a manhã entretenho-me a preencher a declaração modelo 22 do IRC de uma pequena sociedade. Durante o almoço descubro que me esqueci de inscrever um campo muito importante da declaração. "Irra, é preciso uma declaração de substituição!" Depois do café, vou à net mas fico barrado no problema.

Mas eis que leio o que não acredito ser verdade: a Direcção-Geral dos Impostos tem à disposição uma linha de atendimento ao domingo! Não é possível, pensei! Das Finanças ao domingo? Ligo. Atende-me a voz mais bem disposta e acolhedora que já ouvi nos últimos meses. Ao domingo, das Finanças, a trabalhar, e a falar assim? "- Ó sr. Duque, vamos já tratar do assunto" diz-me, a misturar sorriso com palavras a saberem a café. Um minuto depois, problema resolvido.

Nunca entendi porque é que as repartições de Finanças, especialmente as Tesourarias, não são os locais mais agradáveis e de melhor atendimento do mundo. Se em qualquer empresa me tratam bem para eu largar o meu dinheiro em troca de bens ou serviços, porque é que 'nas Finanças', onde me 'entrego' totalmente ao meu Estado, sem exigir qualquer esforço ou serviço directo, me não recebem num sofá, me não servem café e scones e não tratam os contribuintes pagadores como clientes VIP?

Admitia que aos relapsos incumpridores lhes destinassem as caves bafientas, mal arejadas, com impacientes filas de espera, atendidos em pé, pelos mais antipáticos e associais funcionários. Mas aos cumpridores "Senhor, porque lhes dais tanta dor?!"

Com novas e mais amigáveis ferramentas, as Finanças, reconheço, têm feito um enorme esforço por tornar mais leve o nosso cumprimento das obrigações fiscais (muito embora as cores escolhidas para o novo Portal das Finanças tornem difícil a visibilidade dos textos e dos menus - cuidado!). Até as mais novas repartições já permitem a espera e o atendimento sentado, pontuadas aqui ou além por funcionários simpáticos e colaboradores.

Teria eu estranhado se, num stand de automóveis, fosse bem recebido? Então porque estranho o bom Portugal na administração pública? Deixo naquele funcionário anónimo, atendedor de domingo, os meus parabéns pela forma excepcional como me atendeu, embora seja triste eu considerar isso uma anormalidade.

João Duque , Professor Catedrático do ISEG

publicado por RiViPi às 15:09

07
Mar 09

Guiné-Bissau volta a estar nas bocas do mundo e, mais uma vez, por nojo. O presidente Nino Vieira junta-se, assim, à lista de líderes assassinados neste país. Mas, afinal, o que é que se passa? Quem foram e quem são estes líderes guineenses? O que os divide? Quanto vale uma etnia? Quanto vale uma ideologia? Quanto vale a cocaína? Quantas mães terão que chorar? Quantos filhos em vão terão que rezar?

 

Não sei.

 

Sei que a Quiné-Bissau continua em construção. Sei que parece mais uma destruição do que uma construção mas esse também é o caminho. Parasitas do sofrimento morrerão do seu próprio alimento e mais parasitas virão perpetuando, o que parece, uma problema sem solução. Por isso, concordo com o Movimento Internacional Lusófono (MIL) quando diz no seu comunicado que "Todos os povos e Governos da CPLP devem aproveitar estes acontecimentos trágicos para ajudar os irmãos guineenses a construir um verdadeiro Estado de Direito, eliminando de forma definitiva a imagem de Narco-Estado que infelizmente tem sido a da Guiné-Bissau, nos últimos anos. Esse auxílio deverá, a nosso ver, concretizar-se em todos os planos: humanitário (através do envio de bens essenciais), cívico (principalmente nas áreas da educação e saúde), económico (através de um Fundo a criar no âmbito da CPLP) e, ainda, no plano da segurança interna. A este respeito, o MIL recorda a Petição "POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ", por si lançada, precisamente para responder a situações como esta que se vive na
Guiné-Bissau."

Sinceramente acredito que existe toda uma nova geração de língua portuguesa que quer fazer uma história diferente. Não esquecendo o passado mas colocando ódios e diferenças de lado.

História da Guiné-Bissau (Wikipédia)

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Expresso

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publicado por RiViPi às 01:10

27
Jun 08

José Sarney

Estocolmo, Suécia. Estou aqui na reunião anual de ex-presidentes e chefes de governo para analisar a atual situação do mundo. A ela comparecem experts sobre todos os temas.

Abre a reunião uma brilhante dissertação de Hans Blix, aquele que fez o relatório dizendo não haver sido encontradas armas de destruição em massa no Iraque, foi demitido, censurado e depois confirmou-se que tudo que ele afirmara era verdade. Digo-lhe que o mundo paga caro, e ainda vai pagar mais, por Bush fingir não ter acreditado em sua palavra e invadido o Iraque, com a única finalidade de matar Saddam Hussein. Nunca um assassinato planejado teve tantas repercussões. Mais barato – brinca um brasileiro que aqui reside presente a sessão – teria sido contratar a máfia, já acostumada a essas atividades, para fazer o serviço sujo.

A discussão e análise da situação do mundo são otimistas. Chega-se à conclusão de que as mudanças climáticas hoje são reconhecidas por todos como fato sem contestação. Não é mais divagação de ecologistas. O desenvolvimento cientifico continua a ritmo intenso nos transportes, comunicações, informática e economia. A expectativa de vida subirá mais e a mortalidade infantil cairá. A corrida por recursos aumentará com o crescimento populacional. A democracia espalha-se. China e Índia são as vedetes e não se sabe se o século 21 será de uma ou de outra.

No mais são indagações: até quando vamos emitir gases que provocam o efeito estufa e ameaçam a vida na Terra? Como reduzir essas emissões? A busca de fontes alternativas de energia. O preço do petróleo. A corrida por armas nucleares, Coréia do Norte, Paquistão, Irã, Israel comprometerão a segurança mundial? Como lidar com o terrorismo? É uma guerra ou é um crime, e como tal deve ser tratado? A crise dos alimentos, a crise dos mercados financeiros acompanhada da decência questionável de até onde vai a responsabilidade dos bancos na especulação. Será que as agências de risco também não devem ser reguladas?

São visões de uma face otimista e indagações pessimistas. Nesse balanço entram os Estados Unidos. Até quando manterão a sua dívida pública de US$ 8 trilhões? Estarão os seus parceiros dispostos a financiá-la? Por quanto tempo agüentarão essa dívida?

E aí entra o Brasil na cadeira das dúvidas sobre os biocombustíveis, o nosso álcool. Explico e defendo nosso programa. Álcool de cana não é álcool de milho. Digo que nosso país vai muito bem. Todos os números macroeconômicos são bons. Nossa imagem é excelente. Faço uma ressalva: no Brasil, só não vai bem a Seleção.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br

publicado por RiViPi às 14:11
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18
Jun 08
Henrique Monteiro - Lá pagaram aos 'malditos camionistas'
 
 
8:00 | Segunda-feira, 16 de Junho de 2008  Expresso
 

Vindo do nada, sem estar enquadrado, um grupo de pessoas determinadas quase conseguiu paralisar o país. Quem quiser um retrato fiel da crise política e de valores em que vivemos, aqui o tem.

As razões dos camionistas (ou proprietários de camionetas, uma vez que se tratou de um "lock out" e não de uma greve) são compreensíveis. A subida dos combustíveis deixa-os numa situação complicada. Mas a questão essencial coloca-se da seguinte forma: quem deve pagar por isso, eles que têm o negócio, ou todos nós, através dos nossos impostos?

A resposta dos camionistas é simples: devemos todos pagar os prejuízos do seu negócio.

Podemos discordar, é certo. Mas, nesse caso, os camionistas têm outra resposta simples, que aliás puseram em prática: se não pagarem, paramos o país.

Foi perante este dilema que o Governo foi colocado.

E o Governo, acabou por ceder. A palavra ceder não é escrita com acrimónia ou desconfiança. Na realidade, este Governo (ou outro) dificilmente poderia proceder de modo diferente, porque o país não podia parar.

Neste conflito, infelizmente, os princípios gerais não tinham hipótese de prevalecer sobre interesses particulares. Porque, caso os princípios prevalecessem, os camionistas não deviam levar um tostão nem que andássemos todos a pé e fôssemos obrigados a jantar à luz das velas (caso não estivessem esgotadas).

Teoricamente o Estado deveria ter sido implacável. Primeiro, porque o "lock out" é constitucionalmente proibido (artº 57º). Em segundo lugar, porque o prejuízo dos camionistas não deveria ser distribuído por todos os portugueses (o que vai acontecer); aliás, estes já são fortemente prejudicados pelo aumento dos preços e pelas elevadas taxas de juro na habitação. Em terceiro lugar, porque a liberdade de circulação de pessoas e bens deveria ter sido assegurada, ainda que com repressão, pelas forças da ordem.

Mas tinha o Estado força e capacidade para aguentar a pressão? Era isso que os cidadãos queriam? Ou, ao fim e ao cabo, todos nós preferimos que pagassem a esses 'malditos camionistas' para que tenhamos de novo combustíveis nas bombas?

Creio - infelizmente - que esta é a resposta honesta que a maioria dá a si mesmo. Por isso, indignarmo-nos com a cedência do Governo pode ser simples figura de estilo.

Pessoalmente, no entanto, penso que a prudência nos deveria ter aconselhado à resistência. Assim, ficaremos um dia, de novo, nas mãos de um qualquer pequeno grupo.

Henrique Monteiro

publicado por RiViPi às 11:37

26
Mai 08

Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista 'Exportar' 

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.  
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus. 
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.   
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais. 
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na   Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.  
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU. 
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES. 
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia. 
Eu conheço um país  que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.  
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhore vinhos  espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis. 
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pelo Mundo.
 

O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive... PORTUGAL.
 
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.   
Chamam -se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.

Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo.   

É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na  saúde... d o que se atrasou em relação à média UE...etc. 
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso. 


É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.

publicado por RiViPi às 01:29
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