Tudo o que vem à rede é peixe

24
Mai 10

Nesta Emissão de "Alma Nostra" com Carlos Magno e Prof. Carlos Amaral Dias, o filósofo Daniel Innerarity responde a uma serie de perguntas sobre filosofia. Uma entrevista em português e castelhano. 

 

Oiça aqui o podcast 

publicado por RiViPi às 09:38
sinto-me: Alma Nostra
música: B2

30
Out 09

Batalha ibérica: pela primeira vez, as autoridades nacionais admitem que Madrid não cumpriu o acordo das águas e reteve 200 milhões de metros cúbicos do Tejo .

Carla Tomás (www.expresso.pt)
9:23 Sexta-feira, 30 de Out de 2009

 


Em Vila Velha de Ródão voltaram a ver-se gravuras rupestres há muito submersas. No Tejo Internacional, um manto de algas verdes (eutrofização) cobriu 50 quilómetros de troço durante cerca de cinco meses, quando o habitual era este fenómeno acontecer só no Verão. E quem desceu o rio de canoa entre Alpiarça e Santarém, há uma semana, encontrou vários troços com apenas dois palmos de água.

A redução do caudal tem uma explicação: Madrid "não cumpriu a convenção" que regula os rios luso-espanhóis, revelou ao Expresso Orlando Borges, vice-presidente da Comissão portuguesa que tutela a Convenção de Albufeira que dita as regras do aproveitamento sustentável das bacias hidrográficas comuns. Em causa estão 200 milhões de metros cúbicos de água que não passam o Tejo para cá da fronteira.

Se os caudais continuarem a diminuir e a poluição do Tejo se mantiver, os ecossistemas do rio serão postos em causa tal como as actividades que deles dependem.

Situação preocupante

"A situação é preocupante sobretudo agora que entrou em vigor o novo regime de caudais que impõe mínimos mensais e semanais", admite Orlando Borges, que tutela o Instituto da Água (Inag). Feitas as contas, no início de Outubro, concluíram que os nossos vizinhos só passaram 2500 milhões de metros cúbicos de água quando estavam previstos 2700 milhões. Detectada a falha, as autoridades nacionais notificaram as de Madrid, que responderam quarta-feira argumentando que o incumprimento se deveu à falta de chuva. Para corrigir a situação, iniciaram-se conversações e "as autoridades espanholas garantem que a água será reposta", esclarece o embaixador Santa Clara Gomes, que preside à Comissão.

Entretanto, novas manobras se preparam do lado de lá da fronteira que deixam em alerta os senhores que tutelam as águas do lado de cá. Fala-se em novos transvases do Tejo que põem em causa o futuro do rio. "Oficialmente dizem-nos que não há projecto nenhum", garante Orlando Borges. Porém sabe-se que a Junta da Estremadura anunciou um segundo transvase do Tejo, a partir da albufeira de Valdecanas, com o objectivo de 'salvar' o parque natural de Tablas de Daimiel. Este parque (com uma área equivalente ao concelho de Portalegre) está a arder devido a uma seca que se prolonga há cinco anos.

A agricultura intensiva esgotou os aquíferos do país vizinho e Bruxelas já avançou com um processo contra Madrid por causa da catástrofe ecológica. A concretizar-se, o transvase atravessará a bacia do Guadiana o que levará as comunidades locais a quererem alguma da água para elas. A guerra da água já agita as autonomias espanholas.

Queixa na Europa em equação

Porém, Madrid não poderá autorizar o transvase sem consultar Lisboa e sem realizar uma Avaliação de Impacte Ambiental. E Portugal pode sempre recorrer a Bruxelas acusando Madrid de violar a Directiva-Quadro da Água ou a convenção de Ramsar. Tal dependerá das negociações que se seguirem. Para já são os ambientalistas reunidos no Movimento pelo Tejo que estão a equacionar "avançar com uma queixa junto do provedor europeu de justiça pelo facto de a Comissão Europeia não fiscalizar o cumprimento da directiva-quadro da água".

Este será o primeiro passo, segundo o porta-voz Paulo Constantino. Pedro Serra, presidente da empresa Águas de Portugal e vogal da Comissão que tutela as bacias luso-espanholas, critica os espanhóis: "Criaram um problema e estão a procurar uma solução que nos causa a nós problemas". Este será um assunto quente nas mãos da nova ministra do Ambiente.


Valores (des)acordados


200

milhões de metros cúbicos (m3) de água do Tejo ficaram retidos em Espanha no ano hídrico findo em Setembro, o que viola a Convenção que regula as águas das bacias hidrográficas luso-espanholas

400

milhões de m3 de água saem anualmente do Tejo para o actual transvase do Tejo-Segura. O convénio permitia desviar mil milhões de m3, mas não há água suficiente. De lá são canalizados 20 milhões de m3 para o Parque de Tablas de Daimler, onde só chega 5% da água. Espanha quer fazer um segundo transvase no médio Tejo


Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Outubro de 2009

publicado por RiViPi às 10:35

27
Out 09

Mais um ano e pela sétima vez. Uma oportunidade para vermos em Espanha alguma coisa de cultura portuguesa.

http://viimostraportuguesaemespanha2009.blogspot.com/

publicado por RiViPi às 20:47

19
Out 09

por Sara Sanz Pinto, Publicado em 19 de Outubro de 2009

Grande parte dos portugueses e espanhóis são favoráveis ao desenvolvimento de projectos de cooperação entre os dois países no que respeita, por exemplo, à colaboração policial, judicial e militar. Esta é uma das principais conclusões retiradas do primeiro Barómetro de Opinião Hispano-Luso (BOHL), realizado pelo Centro de Análisis Sociales de la Universidad de Salamanca (CASUS), com o apoio do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).

O estudo foi apresentado na passada sexta-feira, dia 16 de Outubro, pelos investigadores Mariano Fernández Enguita, Salvador Santiuste Cué e Ester Hernández Bejarano, do CASUS, e Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa, do CIES, ISCTE-IUL.

Outra conclusão a destacar neste estudo é o facto de 40% dos portugueses e 30% dos espanhóis concordar com a criação de uma Federação de Estados, embora sejam mais os espanhóis que referem não concordar (30%). No que respeita ao ensino das línguas espanhola e portuguesa, tanto os espanhóis como os portugueses são favoráveis à possibilidade de ter a outra língua como optativa no ensino oficial.

A grande maioria dos inquiridos considera as relações entre Portugal e Espanha boas ou muito boas, sendo que 51% dos espanhóis considera que estas se têm mantido mais ou menos iguais, e 53,9% dos portugueses acha que têm melhorado nos últimos anos.

No que respeita aos problemas comuns aos dois países, questões como o aproveitamento ou utilização da água dos rios, a delimitação de fronteiras, os investimentos empresariais de um país no outro, as comunicações rodoviárias e ferroviárias, são consideradas pouco ou nada problemáticas. O refúgio de delinquentes ou terroristas é uma situação que preocupa 63,9% dos portugueses e 51,3% dos espanhóis.

Em relação ao grau de conhecimento que os inquiridos têm sobre o país vizinho, são os portugueses que parecem conhecer melhor Espanha, sendo que 54,2% identificam o presidente do governo espanhol, e apenas 6,9% dos espanhóis sabem o nome do Presidente da República português, e 1,2% sabem o nome do actual primeiro-ministro. Da mesma forma, são mais os portugueses que visitam Espanha e que referem ter lá vivido durante algum tempo. Os portugueses mais conhecidos dos espanhóis são Luís Figo, Cristiano Ronaldo e José Saramago e, no sentido contrário, Júlio Iglesias, o rei Juan Carlos e a princesa Letízia.

A primeira edição do BOHL foi realizada durante os meses de Abril e Maio de 2009, e consistiu num inquérito telefónico aplicado a uma amostra representativa da população em Portugal e Espanha, de 876 pessoas. A segunda edição do Barómetro, a realizar em 2010, procurará explorar estes e outros resultados, aprofundando as temáticas relacionadas com os dois países.

publicado por RiViPi às 16:28

por

Maria José Nogueira Pinto

Jurista<input ... >, 24 Março de 2006

<input ... >

Madrid, sem novidade, nestes primeiros dias de Março: nas livrarias mais uns títulos sobre a Guerra Civil (que este ano faz 70 anos...) geralmente também sem grande novidade ou originalidade, talvez com excepção dos que tratam dos aspectos económicos do conflito, como a obra de Sanchez-Asiain.

Mas a temporada política está viva, agitada, conflituosa, sobretudo de há dois anos para cá, quando um golpe estratégico do terrorismo internacional da Al-Qaeda, um gesto de vingança e de dissuasão, se abateu sobre Madrid, nas vésperas de umas eleições gerais que as sondagens davam ganhas pelo PP, e em 48 horas, mudou o resultado!

A Espanha no período do Governo de Aznar e do PP aproveitou bem, sobretudo na economia, o fôlego de crescimento que vinha do desenvolvimentismo dos anos 60 e 70, e consolidou-se como grande potência económica; este período foi também marcado por uma fortíssima criatividade nas artes, nas letras, na moda, no cinema; mas esta pujança espanhola parece agora empalidecer, desde que os atentados terroristas de há dois anos, levaram ao poder o sr. Zapatero.

Na verdade, dois anos depois do início do Governo socialista, a Espanha está a braços com seriíssimos e gravíssimos problemas: a radicalização dos separatismos basco e sobretudo catalão, que põem em sério e próximo risco a unidade do Estado, as erráticas "negociações" com a ETA, que dividem fortemente os espanhóis, com uma parte do país indignada com as cedências do Governo ao grupo de guerrilha armada; os aspectos de clara hostilidade à Igreja Católica e aos católicos, como a controversa aprovação dos matrimónios entre pessoas do mesmo sexo, que trouxeram para a rua centenas de milhares de cidadãos em protesto; a radicalização das questões da emigração, que fazem primeiras páginas de violência e tragédia humana.

É certo que o problema dos nacionalismos basco e catalão não foi inventado pelo PSOE e por Zapatero, é um problema estrutural de qualquer Estado plurinacional democrático, como a monarquia parlamentar espanhola.

No País Basco, a ETA levou a cabo, durante anos, uma campanha de "limpeza ideológica" que acabou por forçar a sair da região, por intimidação, a maior parte dos quadros locais pró-espanhóis, e foi silenciando resistências.

E por isso hoje o Partido Nacionalista Basco pode apanhar, democraticamente, as nozes das árvores que a ETA foi abanando com o terror.

Quanto à Catalunha, os nacional-independentistas catalães construíram discretamente - e foi sobretudo o papel de Jordi Pujol e do seu partido CIU (Convergência e Unidade da Catalunha) - as bases jurídicas e económico- -financeiras de um Estado catalão; depois, por uma política de nativismo "cultural", levaram primeiro à priorização e depois à hegemonia da língua e da cultura catalãs, em relação ao castelhano.

Hoje, seguem nessa via paulatinamente, mas têm um partido nacionalista radical, a ERC, republicano e declaradamente independentista, que vai "abanando as árvores" mais à frente...

Assim, nos complicados equilíbrios e contradições, no emaranhado da "linguagem" e das concessões e negações "institucionais", o Estatuto da Catalunha acabará por aceitar que a Catalunha "é uma Nação".

A ponto de o PP catalão votar no Parlamento Regional contra. Mas não satisfez suficientemente o líder nacionalista republicano, Carod Rovira, que, apesar de satisfeito com 85% do texto vai votar contra!

Do mesmo ano nas Cortes nacionais, o Estatuto só conseguiu 56% dos votos, contra a expectativa de 70% de Zapatero.

Oficialmente, o Governo socialista de Madrid procura disfarçar e manter aquele optimismo simpático, de quem acha que se não se falar ou não forem vistas as coisas, os fantasmas, os perigos, as secessões, as revoluções, eles não acontecerão, serão mantidos à distância não vão materializar-se. É uma política, que infelizmente, também conhecemos por aqui, e de sobra...

Só que a "Espanha é diferente", no sentido em que os fantasmas - o separatismo, o terrorismo, a fractura social ideológica - estão lá.

E podem, com a sua ameaça e a sua presença, atingir o "milagre económico espanhol", como as bombas daquela sexta-feira 11 de Março atingiram uma vitória anunciada como certa do PP.

Mesmo quando a ETA anuncia tréguas.

publicado por RiViPi às 15:09

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