Tudo o que vem à rede é peixe

23
Jun 09

19.06.2009 - 09h48 Ana Machado in Púublico.pt

Chama-se Sumário de Questões sobre os Céus. É um documento de 100 páginas, com prefácio. E a estrutura do texto vem no formato de perguntas - colocadas por um chinês - e de respostas - dadas por um ocidental com conhecimento de astronomia. O ocidental era um padre jesuíta português, chamado Manuel Dias. E foi ele quem apresentou Galileu e as suas descobertas à China, em 1614, apenas três anos depois de o trabalho de Galileu ter sido publicado.

Há dez anos que Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, andava atrás deste documento e do contributo de Manuel Dias para o conhecimento da astronomia e dos achados de Galileu na China. Sabia da existência do documento, onde o jesuíta Manuel Dias contava como funcionava o telescópio de Galileu e o que o mestre italiano teria descoberto sobre as maravilhas do Universo. "É um texto que está em todas as bibliotecas imperiais chinesas, o original é de 1615. Mas foi reeditado até ao século XIX, o que significa que teve imenso impacto na cultura chinesa. Notícias de que havia este texto existem desde o princípio do século XX. Mas nenhum português pensou: vamos lá ler o que vem aqui escrito."

Mas, tratando-se de um documento em chinês, Henrique Leitão precisava de alguém que lesse chinês clássico e soubesse de história da ciência para o poder interpretar. Lembrou-se então de um antigo colega de liceu, chamado Rui Magone. Não se viram durante anos. Voltaram a ver-se em Berlim em 2002 e trocaram as perguntas do costume. Henrique Leitão dedicava-se então à física. Mas a história da ciência, que haveria de o ocupar em exclusivo, tentava-o. Rui Magone contou como tinha chegado ao estudo do chinês e da cultura chinesa. Quando Henrique Leitão decidiu dedicar-se ao documento de Manuel Dias, lembrou-se então do sinólogo amigo de liceu. Rui Magone precisou de cinco horas para uma primeira leitura do documento em chinês clássico.

Investigador do Max Planck Institute de História das Ciências, Magone aproveitou uma visita este mês a Lisboa - para uma conferência na Universidade Católica sobre a sua especialidade, o sistema de exames chinês (a forma antiga para seleccionar os intelectuais chineses) - para se dedicar ao estudo aprofundado deste documento, juntamente com Henrique Leitão.

"É incrível como em Portugal ninguém sabe disto. Para Portugal, no ano em que se comemora o Ano Internacional da Astronomia, 400 anos depois das primeiras observações de Galileu, esta é a história mais importante que se podia revelar."

Henrique Leitão frisa a própria estrutura do texto como um dos aspectos mais interessantes do documento: "Já existiam documentos de autores ocidentais sobre astronomia traduzidos na China no século XVII. Mas este é mais vivo, é uma conversa", diz Henrique Leitão, enquanto folheia a cópia do documento de Manuel Dias, enviada pela Academia Sínica, a grande instituição de investigação de elite chinesa. "Mostra que os jesuítas sabiam o que interessava aos chineses sobre a astronomia ocidental."

E o que é que interessava aos chineses? "Por exemplo, na China havia um interesse enorme pela previsão de eclipses. Um eclipse que não estivesse previsto era encarado como um mau sinal, como se o céu não estivesse contente com os imperadores e mandassem aquele recado do céu", explica Rui Magone. O que é a Terra, o horizonte, a latitude e longitude, o equador celeste, são algumas das noções explicadas na sequência de perguntas e respostas do documento de Manuel Dias.

"Tem tabelas com as várias latitudes na China. São as primeiras tabelas destas na China. Não havia ainda a noção de latitude na cosmografia chinesa", conta Henrique Leitão folheando as páginas, nas quais só consegue descodificar as imagens, como uma criança que folheia um livro ilustrado. "São perguntas e respostas que revelam o conhecimento do comunicador e aquilo que o interlocutor ansiava por saber", diz o investigador.

A fotocópia do documento que folheia em cima da mesa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é uma reedição do século XVIII. Mas ainda não desistiu de encontrar a primeira edição. "Andamos atrás dela. Ou está em Oxford ou na Biblioteca do Vaticano", diz, referindo que, para além de estar presente nas bibliotecas pessoais dos imperadores chineses, este documento deve ter exemplares em bibliotecas europeias. "Mas nunca foi procurado com cuidado na Europa."

Henrique Leitão volta a centrar-se numa imagem, a de um círculo, com dois outros pequenos círculos que o orbitam, exemplificando um dos maiores achados de Galileu, as fases de Vénus, que desmontavam o sistema de Ptolomeu e sustentavam a teoria heliocêntrica apresentada por Copérnico.

No final do documento lá vem a alusão às observações feitas por Galileu, em 1611. Rui Magone ajuda a descodificar para lá das imagens: "Refere-se nas últimas páginas a um sábio ocidental famoso que revelou segredos do Sol, da Lua e outros objectos, mas que, com os olhos já frágeis, construiu um instrumento para os observar", conta o sinólogo. E Manuel Dias prometia relatar mais novidades sobre o assunto assim que lhe chegassem mais dados.

A Aula da Esfera

No início do século XVII, a Companhia de Jesus dominava a educação no mundo com uma enorme rede de jesuítas dedicados ao ensino, quase 700. O ponto central da rede localizava-se em Roma e, a partir daí, multiplicava-se em vários ramos, ou assistências. Uma dessas assistências, a portuguesa, propagou-se pelo mundo todo, do Brasil à China, passando pela Índia, Japão e Timor.

"Era a maior assistência dos jesuítas e a que tinha menos efectivos, pelo que tiveram de importar estrangeiros", conta Henrique Leitão sobre o recurso na altura a jesuítas italianos, que divulgaram precocemente em Lisboa os feitos dos sábios da época, entre eles Galileu.

Um desses jesuítas, Giovanni Paolo Lembo, que era até amigo pessoal de Galileu, chega a Lisboa em 1614 e no ano seguinte já ensinava na "Aula da Esfera", a aula de Matemática do colégio jesuíta de Santo Antão. Os apontamentos portugueses de Lembo são mesmo famosos, porque têm as mais antigas instruções conhecidas no mundo sobre a construção de telescópios.

Henrique Leitão e Rui Magone explicam que terá sido este conhecimento tão profundo dos jesuítas em Portugal em relação aos feitos de Galileu que fez com que as descobertas do sábio fossem tão precocemente reveladas em Lisboa, e depois no mundo, através da rede da Companhia de Jesus.

Manuel Dias, que nasceu em Castelo Branco em 1574 e que ingressou na Companhia de Jesus em 1593, estudou Filosofia em Coimbra antes de partir para a Índia, Macau e entrar na China em 1610. Chegou a Pequim em 1613, onde redigiu o Sumário de Questões sobre os Céus. Ironicamente os jesuítas na China estavam proibidos de ensinar disciplinas não religiosas, como a Astronomia ou a Matemática. Entre 1625 e 1635 Manuel Dias foi a autoridade máxima da companhia na China. Morreu a 4 de Março de 1659.

"Como é que é possível que alguém em Pequim tenha sabido disto em 1614, quando estas observações de Galileu são de 1611, apenas três anos antes?", questiona Henrique Leitão, acentuando o papel do documento de Manuel Dias. Até ao século XX, quando um chinês queria informar-se sobre Galileu, era este texto de Manuel Dias que lia. "E em Portugal ninguém liga", observa sobre o papel deste jesuíta, que não se resume a este documento. "O primeiro globo da China é feito por Manuel Dias e pelo italiano Nicolau Longobardo. É de 1623, quando ainda não havia noção na China de que a Terra era esférica. A toponímia é toda portuguesa. Ainda existe e está na British Library."

publicado por RiViPi às 13:55

19
Jun 09
Fonte: Agência Financeira - Editado por AD   
Wednesday, 17 June 2009
ImageAs exportações portuguesas para Angola aumentaram 21,6 por cento em Abril relativamente a 2008, atingindo os 720 milhões de euros. No final de Abril ultrapassaram mil milhões de dólares (720 milhões de euros).

«Em quatro meses continua a haver uma dinâmica importante de interesse dos produtos portugueses em Angola», disse esta terça-feira o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Portugal Angola, Carlos Bayan Ferreira, durante um colóquio que decorreu em Leiria, Portugal.
publicado por RiViPi às 13:02

Fonte: Jornal de Digital - Editado por AD   
Thursday, 18 June 2009
ImageA Mota-Engil, maior empresa de construção portuguesa, vai criar a empresa de direito angolano MotaEngil Angola, uma parceria com a petrolífera Angola Sonangol e o Banco Privado Atlântico. A nova empresa vai assim reforçar a sua presença no mercado de concessões e obras públicas, mas também lançar-se em projectos de indústria e habitação.

Em curso está já um projecto para a construção de uma fábrica de perfilaria, e outra de cerâmica.

Jorge Coelho, o presidente executivo da Mota-Engil, pretende dar passos largos no projecto de desenvolver um programa de habitação «que é tão caro às autoridades angolanas»,

A Mota-Engil está presente em Angola há mais de 64 anos, e a facturação ali registada já significa entre 15 a 20 por cento do volume de negócios do grupo. A empresa será criada dentro de um ano, no máximo, com 51 por cento a pertencer à Mota-Engil Engenharia e Construção e 49 por cento pelo consórcio angolano detido maioritariamente pela Sonangol e BPA-Banco Privado Atlântico.

Jorge Coelho, afirmou estar «muito satisfeito» com o acordo estabelecido«“com um grupo económico angolano de peso» e acrescentou que «o facto da Sonangol e o BPA terem escolhido a Mota-Engil para fazer esta parceria, é sinal que o grupo tem muito valor e muitas possibilidades de crescer em Angola».
publicado por RiViPi às 12:59

Fonte: Agência Lusa - Editado por AD   
Thursday, 18 June 2009
ImageA sociedade angolana “convive com um vulcão” que poderá “explodir a qualquer momento” se não foram tomadas medidas sérias contra a pobreza e a exclusão social, alertou o escritor angolano e vencedor do Prêmio Camões, Artur Pestana “Pepetela”.

Segundo o escritor, o livro de Carvalho pode ajudar a sociedade angolana, particularmente “os que têm voz para ajudar” a tomar consciência que se convive com um vulcão.

“E se esse vulcão um dia explodir, não foi por falta de aviso”, afirmou Pepetela, acrescentando que o livro é de todo o interesse para o poder público, “a todos os níveis”.

“Pois que o papel dos sociólogos não é decididamente o de propor políticas, acaba sempre por sugerir temas de reflexão, que, de alguma forma, influenciam determinas escolhas”, frisou.

Sobre os deficientes físicos, grupo social mais marginalizado em Angola, de acordo com o autor do livro, acrescentando ser “um desperdício” a quantidade de pessoas que poderiam ser úteis à sociedade.

“No universo estudado pelo autor, mais de metade dos interrogados dizia ter uma profissão, no entanto, cerca de dois terços não conseguem arranjar emprego. Que desperdício!”, disse Pepetela.

Exclusão

De acordo com o escritor, o estudo de Paulo de Carvalho que denominou “os excluídos dos excluídos” mostra que se a grande maioria da população de Luanda sofre de exclusão social, de pobreza, de injustiças, “os deficientes físicos sofrem mais”.

O escritor e Prémio Camões em 1997, Pepetela, que também é sociólogo, não deixou de fazer referência à questão da pobreza, onde Carvalho analisou brevemente na obra a formação da nova burguesia, exemplificando os meios utilizados por essa classe para monopolizar os bens públicos.

“Não é objecto do trabalho, mas é evidente que não se pode falar seriamente em Angola de exclusão social sem se referir aos que beneficiam ilicitamente da exclusão dos outros”, afirmou Pepetela.

No final, Pepetela encoraja o autor a “continuar nessa senda”, contribuindo com o seu trabalho de recolhimento e análise para o aviso sobre a sociedade que está sendo criada e com indicações dos perigos que “fervilham neste caldeirão de Luanda”.

“Espero que continue nessa senda, com toda a coragem necessária. Sempre haverá alguns ouvidos atentos”, concluiu.

No livro, Paulo de Carvalho chama à atenção para a existência de mais de 150 mil deficientes em Angola, os mais expostos à exclusão social e considera que são urgentes programas de acompanhamento destas pessoas para que possam inserir-se na sociedade , o que muitas vezes não acontece por causas como os preconceitos ou a falta de auto-estima, situações debeláveis com acompanhamento eficaz.
publicado por RiViPi às 12:54

15
Jun 09

A velhinha chega à peixaria e pergunta: "Tem jaquinzinhos?" Mal a peixeira disse "Temos sim, minha senhora", ela fez o pedido: "Então corte-me aí duas postinhas do meio!" Pelo conteúdo genuinamente português, esta é a minha história preferida do vasto anedotário produzido no nosso país a propósito da crise. As anedotas que nos desaconselham de tomar café (esse dinheiro dá para comprar uma acção do BCP), ou a dar os 50 cêntimos ao arrumador (com essa moedinha compra uma acção da Sonae SGPS e ainda recebe troco) também têm graça. Mas, para mim, a melhor é mesmo a dos jaquinzinhos.

No dia-a-dia, somos macambúzios. Quando um espanhol encontra outro na rua e lhe pergunta "como estás?", recebe de volta um "de puta madre!", ou "fenomenal". Quando fazemos essa pergunta a um português, arriscamo-nos a que ele nos responda que o colesterol já está controlado, mas as tensões nem por isso e o açúcar não pára de subir. Somos uns tristes, mas a quantidade e qualidade das graçolas sobre a crise revelam que somos criativos (e a criatividade é uma competência apreciada) e dotados de uma estranha capacidade masoquista para fazer graça com a nossa desgraça.

A nossa criatividade exprime-se ainda através do desenrascanço, a enorme capacidade de improvisar, que é outra competência. O problema é que, apesar de termos competências invejadas, a riqueza criada por hora trabalhada em Portugal é das mais baixas de toda a UE. E a tendência não é para melhorar. Entre 2001 e 2006, a nossa produtividade cresceu 0,7%, bem abaixo dos 1,3% da média europeia.

Em conversa com a directora de Recursos Humanos da Microsoft Portugal, eleita pelo quarto ano consecutivo a melhor empresa para trabalhar, Teresa Nascimento surpreendeu-me com uma frase arrebatadora: "Temos vergonha de sermos portugueses. Isso de trabalharmos pior que os outros é tudo uma mentira e uma palermice. Não passa de lixo que nos põe na cabeça quando somos pequenos." Teresa documentou esta afirmação com a performance, claramente superior à média das multinacionais em que estão inseridas, de empresas como a sua e a Autoeuropa. A produtividade dos nossos emigrantes dá-lhe razão. O Luxemburgo, onde 20% da população activa é portuguesa, é o 4.º país mais produtivo do mundo, o que levou Jorge Vasconcelos Sá a fazer umas contas curiosas. Se os portugueses emigrados no Luxemburgo viessem cá fazer o nosso trabalho, podiam entrar de fim-de-semana às 17 horas de 3.ª-feira - pois já tinham produzido tanto como nós numa semana de cinco dias. Em alternativa, podiam parar de trabalhar a 15 de Maio.

Se temos competências elogiadas e somos capazes de altos níveis de produtividade, sou forçado a concluir que o defeito está nos chefes, não nos índios. Se calhar, os dinheiros da formação deveriam ser aplicados a ensinar os empresários a liderar. E se contratamos treinadores de futebol e maestros estrangeiros, porque não importamos políticos e empresários que saibam tirar partido das nossas capacidades para fazer o País andar para a frente?

Fonte: Jorge Fiel (jornalista), 15 de Fevereiro de 2009 in Diário de Notícias

publicado por RiViPi às 00:05

08
Jun 09

De C.M.
Semana nº 931 de 5 a 11 de Junho de 2009


A empresa belga Voxtron, especializada em software para contact centers, abriu um escritório em Lisboa a partir do qual irá operar o mercado ibérico.

A escolha deveu-se ao facto de Portugal ser um mercado bastante evoluído em matéria de contact centers, sendo procurado por multinacionais, que aqui fixam os seus centros de atendimento globais.

 

Este sector económico é um dos que apresentam maior crescimento na economia portuguesa.

Ricardo Marques, director comercial da Voxtron Ibéria, destacou que «a evolução que se tem verificado na convergência de novas tecnologias obriga as empresas a unificarem cada vez mais as suas plataformas de comunicações».Este responsável chamou a atenção para o facto de esta nova tecnologia permitir «reduzir custos operacionais, criando postos de teletrabalho». Uma realidade ambicionada e emergente no futuro mercado de trabalho.

Na apresentação da empresa em Portugal foram divulgados alguns casos de sucesso.

Um deles foi o da BMW, onde Jorge Branco, director de sistemas de informação, salientou «a melhoria que o agenTel criou no controlo estatístico da performance comunicacional da empresa com os seus clientes».

No mercado europeu, a Voxtron destacou como exemplo de sucesso o Banco Santander Consumer, na Alemanha, que possui mais de 300 canais de comunicação simultânea com 600 utilizadores, para uma média de 600 mil chamadas mês com os seus clientes.

De referir que a multinacional belga iniciou actividade em 1994 com o primeiro sistema de gravação digital para o mercado financeiro, passando de imediato a fornecer plataformas de IVR (interactive voice response) e sistemas de voice mail inteligentes.

O director-geral da Voxtron, Jan Vidts, refere que a empresa começou por desenvolver a plataforma de IVR Telebutler que, «pela sua simplicidade e eficácia, foi um sucesso mundial». Depois lançou um servidor profissional de IVR, o Axxium, e mais recentemente um software de gestão de contact centers, o agenTel, que neste momento é o produto estrela, dada a simplicidade de uso. «Qualquer operador adapta-se a ele em menos de 20 minutos», garante a empresa.

Fonte: Semana Informática

 


05
Jun 09
publicado por RiViPi às 22:55

04
Jun 09

Domingo, finais de Maio. Durante a manhã entretenho-me a preencher a declaração modelo 22 do IRC de uma pequena sociedade. Durante o almoço descubro que me esqueci de inscrever um campo muito importante da declaração. "Irra, é preciso uma declaração de substituição!" Depois do café, vou à net mas fico barrado no problema.

Mas eis que leio o que não acredito ser verdade: a Direcção-Geral dos Impostos tem à disposição uma linha de atendimento ao domingo! Não é possível, pensei! Das Finanças ao domingo? Ligo. Atende-me a voz mais bem disposta e acolhedora que já ouvi nos últimos meses. Ao domingo, das Finanças, a trabalhar, e a falar assim? "- Ó sr. Duque, vamos já tratar do assunto" diz-me, a misturar sorriso com palavras a saberem a café. Um minuto depois, problema resolvido.

Nunca entendi porque é que as repartições de Finanças, especialmente as Tesourarias, não são os locais mais agradáveis e de melhor atendimento do mundo. Se em qualquer empresa me tratam bem para eu largar o meu dinheiro em troca de bens ou serviços, porque é que 'nas Finanças', onde me 'entrego' totalmente ao meu Estado, sem exigir qualquer esforço ou serviço directo, me não recebem num sofá, me não servem café e scones e não tratam os contribuintes pagadores como clientes VIP?

Admitia que aos relapsos incumpridores lhes destinassem as caves bafientas, mal arejadas, com impacientes filas de espera, atendidos em pé, pelos mais antipáticos e associais funcionários. Mas aos cumpridores "Senhor, porque lhes dais tanta dor?!"

Com novas e mais amigáveis ferramentas, as Finanças, reconheço, têm feito um enorme esforço por tornar mais leve o nosso cumprimento das obrigações fiscais (muito embora as cores escolhidas para o novo Portal das Finanças tornem difícil a visibilidade dos textos e dos menus - cuidado!). Até as mais novas repartições já permitem a espera e o atendimento sentado, pontuadas aqui ou além por funcionários simpáticos e colaboradores.

Teria eu estranhado se, num stand de automóveis, fosse bem recebido? Então porque estranho o bom Portugal na administração pública? Deixo naquele funcionário anónimo, atendedor de domingo, os meus parabéns pela forma excepcional como me atendeu, embora seja triste eu considerar isso uma anormalidade.

João Duque , Professor Catedrático do ISEG

publicado por RiViPi às 15:09

01
Jun 09

Sete belas figuras a que nos habituámos a ver sempre maquilhadas tiraram a pintura e, de cara lavada, fizeram auto-retratos surpreendentes.

publicado por RiViPi às 02:40

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