Tudo o que vem à rede é peixe

29
Out 07
publicado por RiViPi às 00:08

28
Out 07
publicado por RiViPi às 01:12

27
Out 07

A petanca é um jogo popular tipicamente provençal, embora também muito praticado nas zonas rurais espanholas, sobretudo na Catalunha. O jogo é originário de França, onde goza de grande aceitação. O seu nome provém da expressão "pés juntos" da região do Midi. Existe uma federação que regula as competições oficiais do jogo, considerado já um desporto.

Na prática, o jogo faz-se em zonas planas e arenosas. Consiste em lançar uma série de bolas metálicas com o intuito de aproximar-se o mais possível de uma pequena bola de madeira que foi lançada anteriormente por um jogador. As bolas usadas no jogo são metálicas (não devem conter chumbo nem areia no interior) com umas estrias. O diâmetro deve situar-se entre 7 e 8 cm, enquanto que o peso oscila entre os 625 e os 800 gramas. A bola pequena ou boliche é de madeira e deve ter um diâmetro entre 2,5 e 3,5 cm.

Ao começar o jogo lança-se o boliche. Depois, cada jogador lança, à vez, três bolas na modalidade individual ou duas se se joga por equipas. Os lançamentos podem ser de três tipos: de aproximação ao boliche; de "tiro", para tentar afastar uma bola de um oponente, acertando-lhe; e de "empurrar", fazendo rodar a bola para aproximá-la mais um pouco ao boliche ou para afastar uma bola do outro jogador ou equipa. Cada bola que, uma vez concluída a partida, se encontre mais próxima do boliche que as dos adversários conta como um ponto. Ganha o jogador ou a equipa que chegue primeiro a marcar treze pontos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Commons
O Wikimedia Commons possui multimídia sobre Petanca
publicado por RiViPi às 21:38

25
Out 07
s. m. (De acordam, forma do v. acordar). Jur. Sentença proferida por tribunais colectivos, tanto administrativos como judiciais.

Foi condenado por acórdão do Supremo Tribunal de Justiça.

" os nomes dos signatários do acórdão que enforcou os académicos" (CAMILO, Agulha, p. 54)
                                             

Acórdãos TRL

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa

Processo:

10011/2003-3

Relator:

CARLOS ALMEIDA

Descritores:

JULGAMENTO SEM A PRESENÇA DO RÉU
RESIDÊNCIA
NOTIFICAÇÃO
TERMO DE IDENTIDADE E RESIDÊNCIA

Nº do Documento:

RL

Data do Acordão:

25-02-2004

Votação:

UNANIMIDADE

Texto Integral:

S

Privacidade:

1

Meio Processual:

RECURSO PENAL.

Decisão:

ANULADO O JULGAMENTO.

Sumário:

I – De acordo com os nºs 1 e 2 do artigo 333º do Código de Processo Penal, o prosseguimento da audiência sem a presença do arguido tem como pressuposto que ele tenha sido «regularmente notificado» da data para ela designada.
II – Embora essa notificação, porque o arguido tinha prestado termo de identidade e residência (artigo 313º, nº 3), pudesse ter sido feita por via postal simples, nos termos previstos no artigo 113º, nº 1, alínea c), do Código de Processo Penal, ela tinha de ser efectuada para a morada indicada pelo arguido para esse fim.
III – Uma vez que não se pode considerar que o arguido se encontrasse regularmente notificado da data da audiência e nela não esteve presente, não se pode deixar de considerar que foi cometida a nulidade insanável prevista na alínea c) do artigo 119º do Código de Processo Penal, a qual determina a invalidade da audiência realizada e, consequentemente, a da sentença que, na sua sequência, foi proferida.

 

Decisão Texto Integral:

Acordam no Tribunal da Relação de Lisboa

I – RELATÓRIO
1 – O arguido F. foi julgado no 1º Juízo Criminal de Oeiras e aí condenado, por sentença de 16 de Maio de 2003, como autor de um crime de condução em estado de embriaguez, conduta p. e p. pelo artigo 292º, nº 1, do Código Penal, na pena de 4 meses de prisão e na proibição de conduzir veículos com motor pelo prazo de 1 ano.
Nessa peça processual considerou-se provado que:
«1. No dia 22 de Setembro de 2001, pelas 6 horas e 10 minutos, o arguido conduzia o veículo ligeiro de passageiros, matrícula M..., na auto-estrada A-9, ao km 1,8;
2. O arguido tinha sido interveniente num acidente de viação;
3. Face a tal ocorrência, o arguido foi submetido ao teste de alcoolemia, efectuado no aparelho “Drager”, modelo 7110 MKIII, com o nº de série “ARRA-0022”, apresentando uma taxa de 1,95 g/litro de sangue;
4. Ao agir da forma descrita, conduzindo sob a influência do álcool, o arguido agiu de forma deliberada, livre e consciente, sabendo que tal conduta não lhe era permitida e que a mesma é proibida e punível por lei;
5. O arguido já respondeu, pela prática de dois crimes, ambos por “condução em estado de embriaguez”, no Tribunal de Lisboa, tendo sido condenado em penas de multa, embora os factos respeitantes ao último sejam posteriores aos destes autos[1]».

2 – O arguido interpôs recurso dessa sentença.
A motivação apresentada termina com a formulação das seguintes conclusões:
«1 - O tribunal "a quo", por despacho de fls. 41 a 42 dos autos, interrompeu a audiência de julgamento, porquanto o arguido não se encontrava presente e por que tendo o mesmo antecedentes criminais, no âmbito de condução sob o efeito do álcool, era conveniente ouvi-lo.
2 - Assim, o Juiz "a quo" determinou que o arguido comparecesse em audiência de julgamento emitindo mandado de detenção que, com a data de 5 de Maio de 2003, foi enviado ao comando da PSP.
3 - Sendo certo que a continuação da audiência de julgamento foi designada para o dia 15 de Maio de 2003.
4 – Ora, no dia 15 de Maio de 2003 o arguido não se encontrava presente nem existia qualquer informação nos autos relativa ao mandado de detenção.
5 - Todavia, a audiência de julgamento foi concluída.
6 - A fls. 55, com a data de 19 de Maio de 2003, consta a devolução do mandado de detenção pela PSP alegando esta que não o pôde cumprir em tempo útil.
7 - Ora, o Tribunal entendeu dever ouvir o arguido para a boa decisão da causa.
8 - E tal só não sucedeu por não ter sido diligenciado pela PSP o cumprimento do mandado de detenção.
9 - Assim, não pode o arguido ser prejudicado no seu direito de defesa tal como resulta do artigo 32°, nº 1, da Constituição da República.
10 - Também o tribunal omitiu pronunciar-se sobre o despacho consignado a fls. 41 e 42 que considerava dever ouvir o arguido.
11 - A omissão de tal acto influi na boa decisão da causa, o que constitui uma nulidade, a qual se invoca (artigo 120° nº 2 al. d) do CPP).
12 - Por último, sempre seria possível o tribunal realizar da forma adequada e suficiente as finalidades da punição dando preferência à pena não privativa da liberdade e à pena acessória de inibição de conduzir (artigos 70º e 71º do Código Penal)
13 - A privação da liberdade do arguido poderá ter repercussões drásticas na sua vida familiar e profissional.
14 – Pois o arguido poderá ficar impossibilitado de pagar a mensalidade da cresce da sua filha menor e poderá ser despedido, caso venha a cumprir a pena de prisão.
Com o douto suprimento de V. Exas., deverá ser declarada a nulidade arguida e, caso assim não seja entendido, deverá ser substituída a pena privativa da liberdade».

3 – Esse recurso foi admitido pelo despacho de fls. 91.

4 – O Ministério Público respondeu à motivação apresentada (fls. 95 e segs.).

5 – Neste tribunal, o sr. procurador-geral-adjunto, quando o processo lhe foi apresentado, apôs nele o seu visto.

6 – Realizada audiência e produzidas as alegações orais, cumpre apreciar e decidir as seguintes questões suscitadas pelo recorrente:
- A omissão de diligência essencial para a descoberta da verdade.
- A escolha da pena principal e a determinação da sua medida.
Porém, antes de nos debruçarmos sobre elas, haverá que verificar se, nas circunstâncias em que o foi, a audiência podia ter sido realizada sem a presença do arguido.

II – FUNDAMENTAÇÃO
7 – Analisemos então esta última questão colocada.
De acordo com o disposto no nº 1 do artigo 332º do Código de Processo Penal, «é obrigatória a presença do arguido na audiência, sem prejuízo do disposto nos artigos 333º, nºs 1 e 2, e 334º, nºs 1 e 2» do mencionado diploma.
Por sua vez, estabelece a alínea c) do artigo 119º do referido código que constitui nulidade insanável «a ausência do arguido ..., nos casos em que a lei exigir a respectiva comparência».
Não estando nestes autos em causa nenhuma das situações previstas no artigo 334º, uma vez que a forma abreviada adoptada não se seguiu a qualquer prévia opção pela forma sumaríssima, nem o arguido se encontrava praticamente impossibilitado de comparecer na audiência, importa analisar se esta poderia ter sido realizada sem a presença do arguido por se encontrarem preenchidos os pressupostos previstos nos nºs 1 e 2 do artigo 333º do referido Código.
De acordo com estes últimos preceitos, o prosseguimento da audiência sem a presença do arguido tem inevitavelmente como pressuposto que ele tenha sido «regularmente notificado» da data para ela designada.
Embora essa notificação, porque o arguido tinha prestado termo de identidade e residência (artigo 313º, nº 3), pudesse ter sido feita por via postal simples, nos termos previstos no artigo 113º, nº 1, alínea c), do Código de Processo Penal, ela tinha de ser efectuada para a morada indicada pelo arguido para esse fim.
Ora, a notificação da data em que se veio a realizar a audiência nestes autos foi feita não para essa morada mas para o local de trabalho indicado pelo arguido quando prestou termo de identidade e residência[2].
É o que resulta da análise do termo de identidade e residência junto a fls. 8 e dos documentos de fls. 34 e 38.
Do termo de identidade e residência consta que o arguido indicou como residência e escolheu como local para efeitos de notificação por via postal simples a Av..., direito que lhe era conferido pelo nº 2 do artigo 196º do Código de Processo Penal.
Para esse endereço foi, de resto, remetida a notificação de fls. 19 e 27, através da qual lhe foi dado conhecimento de uma anterior data designada para a audiência, data essa que, posteriormente, foi dada sem efeito.
A partir desse momento, e sem que se perceba o motivo, o arguido passou a ser notificado por via postal simples para a morada correspondente ao local de trabalho que tinha na altura em que prestou o termo de identidade e residência.
Foi o que aconteceu com a notificação das datas da audiência indicadas no despacho de fls. 33 (ver fls. 34 e 38), nas quais se inclui a data em que esta se veio efectivamente a iniciar.
Depois dessa notificação e antes de ser proferida a sentença, mais nenhuma notificação ocorreu.
Do próprio mandado de detenção emitido, que não chegou a ser cumprido pelo OPC, consta como domicílio do arguido o seu local de trabalho[3].
Assim, e uma vez que não se pode considerar que o arguido se encontrasse regularmente notificado da data da audiência e nela não esteve presente, não se pode deixar de considerar que foi cometida a nulidade insanável prevista na alínea c) do artigo 119º do Código de Processo Penal, a qual determina a invalidade da audiência realizada e, consequentemente, a da sentença que, na sua sequência, foi proferida.
A declaração dessa nulidade obsta ao conhecimento das questões colocadas pelo recorrente na motivação apresentada.

III – DISPOSITIVO
Face ao exposto, acordam os juízes deste Tribunal da Relação em declarar a nulidade da audiência realizada sem a presença do arguido e sem que ele para ela tivesse sido regularmente notificado, com a consequente invalidade da sentença que veio a ser proferida.
Sem custas.

²

Lisboa, 25 de Fevereiro de 2004

(Carlos Rodrigues de Almeida)
(António Rodrigues Simão)
 (Horácio Telo Lucas)

_____________________________________________________________________
[1]
Segundo o certificado de registo criminal, junto a fls. 30 a 32, para o qual a sentença implicitamente remete, o arguido foi condenado:
- por sentença de 30 de Agosto de 1997, proferida no âmbito do processo nº 118/97.5GGLSB da 2ª secção do 1ª Juízo do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, pela prática, nessa mesma data, de um crime de condução em estado de embriaguez p. e p. pelo artigo 292º do Código Penal na pena de 50 dias de multa à taxa diária de 500$00, fixando-se em 33 dias a duração da prisão subsidiária, e na proibição de conduzir pelo período de 30 dias;
- por sentença de 5 de Março de 2002, proferida no âmbito do processo nº 1416/01.0STLSB da 1ª secção do 1ª Juízo do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, pela prática, no dia 15 de Outubro de 2001, de um crime de condução em estado de embriaguez p. e p. pelo artigo 292º do Código Penal na pena de 120 dias de multa à taxa diária de 2 €.
[2]
Note-se que o arguido só se encontra obrigado a indicar ao tribunal a alteração da sua residência (artigo 196º, nº 3, alínea b), do Código de Processo Penal) e já não a alteração do seu local de trabalho. O próprio ónus de comunicar esta última alteração só existe se essa morada tiver sido por ele escolhida para efeitos de notificação (nº 2 e nº 3, alínea c), do mesmo preceito).
[3]
Quando, como parece resultar do expediente posterior, o arguido até já trabalhava numa outra empresa, em cuja sede veio a ser cumprido o mandado de detenção emitido para a notificação da sentença ao arguido.

 

publicado por RiViPi às 21:59


Lisboa, 25 Out (Lusa) - O presidente da comissão executiva do BPI revelou hoje que o banco informou previamente o primeiro-ministro, o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal antes de avançar com a proposta de fusão com o BCP.

"Nós não fomos pedir nada, mas dada a importância do que pode estar em causa, não avançaríamos sem avisar os mais altos responsáveis do país e do sector financeiro", disse Fernando Ulrich, na conferência de imprensa de apresentação de resultados do BPI.

Assegurando que não existiram "quaisquer pré-contactos" sobre esta matéria com a administração do BCP, nem com os accionistas da instituição, Ulrich revelou que falou na quarta-feira com o presidente do conselho geral e de supervisão do banco, Jorge Jardim Gonçalves, e contactou hoje o presidente da comissão executiva, Filipe Pinhal.

O gestor disse não saber qual será a reacção do BCP a uma proposta que considera "construtiva" e de "criação de valor" para o país e accionistas das duas instituições, mas mostrou-se "optimista" face ao desfecho da operação.

Frisou que, do "ponto de vista económico", esta proposta é muito mais favorável para os accionistas do BCP do que a OPA que o BCP lançou sobre o BPI, em Março do ano passado.

"Estamos a propor um rácio de troca de duas acções do BPI por cada duas acções do BCP, quando a OPA tinha um rácio implícito de 2,44 acções do BCP", disse Fernando Ulrich.

O presidente executivo do BPI também frisou que neste caso, por não se tratar de uma operação de compra, "não há necessidade de realizar aumentos de capital para comprar acções", como estava previsto na OPA do BCP sobre o BPI.

ABI.

Lusa/Fim

 

 

O subdirector Pedro Marques Pereira fala sobre a proposta de fusão amigável do BPI ao BCP.


publicado por RiViPi às 21:18
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24
Out 07
v. (De galgo + suf. -ar).

1.
Transpor uma distância, atravessar um espaço, correndo ou deslocando-se velozmente.
"uns vivaços tinham tentado deitar-lhe a luva, a ele, Silvino, recordista da calçada da Glória, uma vez galgara-a com tal mecha que deixou a cascos de rolha um magote gritando 'agarra, agarra'" (M. Zambujal, Crónica dos Bons Malandros, p. 15).
" Galgaria as lajes do empedrado correndo a ver o que sucedia no largo."
(L. JORGE, Dia dos Prodígios, p. 17)

2. Percorrer.

3. Transpor, saltando.  ~_
PULAR, SALTAR. " Entrámos... galgámos a escada de um salto..." ( SÁ-CARNEIRO, Confissão de Lúcio, p. 155).
Entretanto, Soares galgava os muros. " (V. Ferreira, Apelo, p. 109).

4. Transpor. " Ergueu-se e, metendo o ombro à traseira do carro, deu uma ajuda à égua. Lá galgaram  por fim o socalco barrento." ( C. Oliveira, Abelha na Chuva, p 26).
" Em remadas curtas e rápidas galgava a ondulação" (A. REDOL, Avieiros, p 273).

5. Passar por cima de. " mas havia debaixo dela um rumor de águas subterrâneas, insubmissas, que - rompesse-a alguém - jorrariam em cachão, como duma represa rota, brancas de espuma, galgando serra abaixo para inundar os vales e os povoados." (J. R. Miguéis, Léah, p 244).
" O rio galgara a margem e um homem tinha-se afogado." (N. CORREIA, Madona, p 29).
6. Transpor rapidamente uma distância hierárquica, temporal... Galgar séculos. Galgar categorias.

7. Subir muito; elevar-se. Os preços galgaram.

8. Atingir ou passar determinado nível, valor. A febre galgou os 39 graus.

9. Calcular medidas usando compasso, em trabalhos de latoaria.

10. Carp. Riscar um instrumento de carpinteiro, com que se traçam linhas paralelas às arestas das tábuas.

DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA da Academia das Ciências de Lisboa, II volume, p 1856).


Actividade

Escolha uma das acepções anteriores para o exemplo seguinte:

" O meu é teu. O teu é meu,e o nosso, nosso quando posso olhar de frente para o céu e sem o ver galgar o fosso. (ARY DOS SANTOS) ".

publicado por RiViPi às 19:30

21
Out 07

Eunice Muñoz, Nuno Lopes, José Wallenstein e São José Lapa são alguns dos actores que dão voz à primeira colecção de audiolivros portugueses. Obras de escritores consagrados para ouvir em vez de ler.


publicado por RiViPi às 23:54
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15
Out 07


A passagem por Beja dos elementos da Casa Real espanhola começa às 12h30, com uma visita à Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, considerada um dos mais belos templos barrocos do Sul de Portugal e que, depois de duas décadas fechada, alberga agora o Museu Episcopal.

Segue-se, meia hora depois, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma cerimónia, na qual o município entrega as Chaves da Cidade de Beja a D. Felipe e a D. Letizia, as primeiras individualidades estrangeiras a serem agraciadas com aquele alto galardão municipal.

De acordo com a autarquia, esta é a terceira vez que o município de Beja atribui as Chaves da Cidade, anteriormente entregues, em 1843, à rainha D. Maria II, e, em 1987, ao então Presidente da República, Mário soares.

Após um almoço privado no Convento de São Francisco, Cavaco Silva, D. Felipe e D. Letizia rumam a Alqueva, onde, às 16h30, presidem à cerimónia de entrega do prémio internacional Puente de Alcántara ao aproveitamento hidroeléctrico do empreendimento.

A cerimónia vai contar também com as presenças do Ministro da Agricultura, Jaime Silva, do Infante D. Carlos de Borbón, presidente de Honra da Fundação San Benito de Alcântara (Cáceres, Espanha), que atribui o prémio, e de administradores da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA).

O prémio destina-se às melhores obras públicas espanholas, portuguesas e ibero-americanas, tendo Alqueva sido o escolhido desta nona edição, juntamente com o aproveitamento hidroeléctrico de Carauchi, na Venezuela.

O júri do concurso, presidido pelo Infante D. Carlos de Borbón, decidiu atribuir o prémio ao aproveitamento hidroeléctrico de Alqueva por considerar tratar-se de uma obra que está «integrada harmonicamente na paisagem».

Por outro lado, destaca o júri, ao criar o maior lago artificial da Europa, Alqueva, que também permitiu a recuperação do acervo arqueológico da região, irá contribuir de forma decisiva para a melhoria socio-económica da região e para o desenvolvimento energético de Portugal.

Após a entrega do prémio, o Presidente da República e os Príncipes das Astúrias inauguram, às 17h, um Memorial representativo de Alqueva, nas vertentes de projecto, obra, território e objectivos, e uma homenagem a todos os que tornaram possível a obra.

Lusa / SOL

publicado por RiViPi às 11:51
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01
Out 07

Caracas, 30 Set (Lusa) - "Ainda que você não acredite, Portugal é um Estado socialista" diz o título de um texto publicado no site de "comunicação popular para a construção do socialismo do século XXI", dirigido a simpatizantes do presidente venezuelano Hugo Chávez.

O artigo, assinado por Iván Oliver Rugeles, começa por dizer que "a Constituição portuguesa, em vigência desde 1974, estabelece efectivamente isso [o socialismo] nos seus princípios fundamentais que textualmente copiamos".

No texto, o autor transcreve vários artigos da primeira versão da Constituição portuguesa aprovada em 1976, mas nunca refere que o texto já foi alvo de diversas revisões e que a versão actualmente em vigor já não faz referência ao socialismo.

O texto, publicado no site www.aporrea.org, prossegue explicando que a Constituição portuguesa "estabeleceu" o socialismo "sem que isso produzisse no país, nem nos seus vizinhos europeus, o medo que na Venezuela a oposição pretende inculcar no povo, porque o comandante presidente Chávez, na sua proposta de reforma constitucional, utiliza de forma muito tímida a palavra socialismo".

O autor do texto precisa que o artigo 2º da Constituição de Portugal estabelece que "a República portuguesa é um estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democráticas, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras".

Fazendo referência ao artigo 1º, o autor explica que "Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na transformação numa sociedade sem classes".

Por outro lado, diz que o ponto 02 do artigo 10º dispõe que "o desenvolvimento do processo revolucionário impõe, no plano económico, a apropriação colectiva dos principais meios principais de produção".

O texto frisa ainda que, segundo o artigo 80º, "a organização económico-social (...) se baseia no desenvolvimento das relações de produção socialistas, mediante a apropriação colectiva dos principais meios de produção e dos sólos, assim como dos recursos naturais e o exercício do poder democrático das classes trabalhadoras".

O autor prossegue escrevendo que o artigo 82º estabelece que "a lei determinará os meios e as formas de intervenção e de nacionalização e socialização dos meios de produção, bem como os critérios de fixação de indemnizações" e que "a lei poderá determinar que as expropriações de latifundios e dos grandes proprietários e empresários ou accionistas não dê lugar a indemnização alguma".

O autor diz ainda que é "interessante agregar que o Banco de Portugal, como Banco Central da República, tem somente o exclusivo da emissão de moeda, pois na execução das políticas respectivas e financeiras actua 'de acordo com o plano e as directivas do Governo'".

O presidente Hugo Chávez entregou ao parlamento, a 15 de Agosto, uma proposta para reformar 33 dos 350 artigos da Constituição Nacional, prevendo, entre outras mudanças, prolongar a duração do mandato presidencial de seis para sete anos com reeleição imediata.

A proposta introduz novos conceitos de propriedade pública, social (comunal ou estatal), colectiva e privada e reduz de oito para seis horas a duração da jornada de trabalho.

Por fim, a proposta atribui ao presidente faculdades para decretar regiões especiais militares, com fins estratégicos de defesa, em qualquer parte do território, transforma as Forças Armadas num organismo "essencialmente patriótico, popular e anti-imperialista" e acaba com a autonomia do Banco Central da Venezuela.

FPG.

Lusa/Fim

publicado por RiViPi às 12:01
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